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Eikoh Hosoe
Fotógrafo japonês, Eikoh Hosoe nasceu em Yonezawa, na província de Yamagata, no Japão, em 1933. Pouco depois do seu nascimento a família muda-se para Tóquio, onde Hosoe passa a infância.
O seu trabalho foi fortemente influenciado pelo clima político vivido neste período, tinha apenas 12 anos de idade quando a cidade de Hiroshima foi destruída. Aos 17 anos de idade começa a interessar-se pela fotografia e decide fazer desta a sua profissão. Em 1951 termina o curso de fotografia no Tokio College of Photography e cinco anos mais tarde realiza a sua primeira exposição individual. Foi nesta altura que se juntou a um grupo de artistas chamado Demokrato que veio a influenciar muito o seu estilo. Desde então tem vindo a produzir trabalhos reconhecidos internacionalmente. Continuando a trabalhar como fotógrafo freelancer, em 1955 escreveu o livro 35mm Photography. Continua a experimentar diferentes formas de abordagem fotográfica como uma série de imagens que compunham uma história sobre uma rapariga americana que se apaixonou por um japonês, que atingiu um enorme sucesso, tendo vindo mesmo mais tarde a ser adaptada por uma estação de rádio para teatro radiofónico. Embora inicialmente o seu trabalho tivesse um estilo de documentário, as suas imagens começam mais tarde a revelar-se mais fortes com a utilização da mitologia, da metáfora e do dramatismo. Convidou a modelo e amiga Miki Aoyama para produzir uma série de fotografias representantes das várias etapas da vida de uma mulher, desde a virgindade, ao casamento, à vida doméstica, à viuvez e à necessidade de uma vida independente. Em 1960, realizou o trabalho intitulado Man and Woman, onde fotografa Tatsumi Hijikata, fundador de um movimento de dança, e um membro feminino do seu grupo, no qual explora o corpo humano transformando o num objeto nu, capturando a dinâmica existente entre os dois sexos. A convite do escritor Yukio Mishima, fotografou a capa do seu novo livro Attack on Beauty em 1961. Dois anos mais tarde, publicou um livro de fotografia intitulado Barakei, baseado no estilo barroco. No final dos anos sessenta sentiu-se responsável por registar, documentar e dar a conhecer ao mundo as graves consequências que a primeira bomba atómica provocou às pessoas e à cidade de Hiroshima. Deste trabalho resultou o livro A Place Called Hiroshima. Hosoe é professor desde 1975, no Instituto Politécnico de Tóquio, e mentor de diversos workshops realizados um pouco por toda a Europa e Estados Unidos da América. Entre 1976 e 1984 realizou diversas imagens da arquitetura de Gaudí que reuniu no livro The Universe of Gaudi.
Num dos seus mais recentes trabalhos, People Concerned with the Works, Hosoe regressa ao passado da sua carreira, incorporando um novo sentido temporal, ligando o passado ao presente como se de uma viagem se tratasse.
O seu trabalho faz parte das mais prestigiadas coleções permanentes de diversos museus, entre os quais o MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

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