eletrólise

O termo eletrólise vem do grego electro + lýsis que significa decomposição pela eletricidade.
A eletrólise é uma reação química mediante a qual há decomposição de um composto diluído ou fundido (electrolite, dissolução salina ácida, básica) por meio de um campo elétrico (corrente contínua).
Numa eletrólise há conversão de energia elétrica em energia química. Os catiões carregados positivamente, por exemplo iões metálicos, depositam-se no cátodo e os aniões, carregados negativamente, por exemplo iões halogénicos, orientam-se para o ânodo.
Nem sempre os sais são utilizados fundidos. São muitas vezes utilizados em solução aquosa. Neste caso, já não há garantia de que o metal se deposite no cátodo. A água interfere nas reações químicas cujos resultados irão depender do poder redutor e oxidante das partículas presentes em solução (iões positivos e negativos do sal, moléculas de água e iões H+ e iões OH- resultantes da ionização da água).
Por exemplo, na eletrólise do cloreto de sódio dissolvido em água já não se obtém sódio no cátodo, mas sim hidrogénio, ficando o sódio em solução, sob a forma de hidróxido de sódio.
A quantidade de um elemento que se deposita num elétrodo é proporcional à intensidade de corrente que atravessa a solução (1ª. Lei de Faraday).
A eletrólise utiliza-se, entre outras coisas, para obter metais alcalinos e alguns metais pesados, conseguindo-se um alto grau de pureza, para a obtenção de hidrogénio, na análise eletrolítica e na galvanoplastia (por exemplo, cromado, prateado).
A eletrólise seca é uma eletrólise em que o eletrólito (substância que fundida ou dissolvida conduz a corrente elétrica) é um sal fundido.
É importante para a obtenção técnica de alguns metais, como por exemplo: o sódio, o potássio, o magnésio e o alumínio.
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