eletronegatividade

A eletronegatividade consiste na tendência que um átomo de uma ligação covalente tem para atrair a si o par eletrónico partilhado, isto é, a tendência que um átomo tem de captar eletrões e formar iões negativos.
O conceito de eletronegatividade foi introduzido pelo químico norte-americano Linnus Pauling (Prémio Nobel da Química em 1954).
As eletronegatividades dos átomos que intervêm numa ligação determinam o carácter desta e, em geral, também as propriedades químicas do composto. A diferença de eletronegatividade dos átomos numa ligação indica o grau de polarização dessa ligação. Os halogénios são os elementos eletronegativos típicos. Por exemplo, no cloreto de hidrogénio o átomo de cloro é mais eletronegativo que o hidrogénio e a molécula é polar, com carga negativa no átomo de cloro.
Existem várias maneiras de determinar a eletronegatividade de um elemento. As eletronegatividades de Mulliken são calculadas a partir da expressão e = (i + a)/2, onde i é a energia de ionização e a a afinidade eletrónica. De um modo mais comum é usada a eletronegatividade de Pauling. Esta é baseada nas energias de dissociação de ligações, usando uma escala na qual o flúor é o elemento mais eletronegativo, com valor 4.
A eletronegatividade varia ao longo da Tabela Periódica. De um modo geral, apesar das irregularidades, a eletronegatividade diminui ao longo do grupo e aumenta ao longo do período.
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