Emerson, Lake & Palmer

Banda rock norte-americana formada em 1970, na localidade britânica de Bournemouth. O teclista Keith Emerson foi o responsável pelas primeiras sementes do grupo, quando em 1969 a sua banda (Nice) partilhar uma atuação no festival de Fillmore West com os King Crimson. O evento deu-lhe a oportunidade de privar com o baixista deste grupo, Greg Lake. Foi também por essa altura que os dois discutiram pela primeira vez a possibilidade de trabalharem em conjunto. A união oficial só aconteceria em 1970, depois da dissolução dos King Crimson. Depois de várias audições, a dupla contrataria o baterista Carl Palmer. Os primeiros ensaios do trio incidiram sobre o repertório dos Nice e dos King Crimson, incluindo temas reconhecidos como "Rondo" e "21st Century Schizoid Man". Em agosto de 1970, quando trabalhavam nas composições que haveriam de servir de base ao primeiro longa duração, o trio atuou pela primeira vez ao vivo no Plymouth Guildhall e no Isle Of Wight Festival. O álbum chegaria às lojas em novembro e conseguiria êxito imediato, chegando à quinta posição da tabela de vendas no Reino Unido e à vigésima posição na congénere americana. O single "Lucky Man" foi o grande sucesso desse álbum.
"Tarkus" (1971), o segundo longa-duração testou a coesão do grupo, ao alargar o som a outros horizontes, com sintetizadores e batidas não usuais. Contudo, as ideias originais de Emerson e Lake não colheram o entusiasmo imediato de Palmer, colocando em risco a continuidade do projeto. Mesmo assim, o álbum foi gravado e, ainda que apresentando um som mais explosivo, liderou o top britânico e chegou ao top ten americano. O concerto do trio em março de 1971 no Newcastle City Hall, onde ensaiaram uma adaptação da peça "Pictures At An Exhibition" de Mussorgsky, foi registado em disco e seria o êxito comercial seguinte do grupo.
Antes da edição do terceiro título do trio ("Trilogy") em julho de 1972, a banda viajou incessantemente, levando o seu som a públicos diversos. O terceiro álbum veio trazer um novo equilíbrio ao seio dos Emerson, Lake & Palmer, com cada um dos membros a assumir uma parte igual da escrita. Isso refletiu-se no disco, com a voz de Lake a soar melhor do que nunca e as instrumentalizações a demonstrarem a confiança e maturidade do grupo. Entre as composições desse disco, encontrava-se uma peça que se tornaria o ícone da discografia dos Emerson, Lake & Palmer, a versão de "Hoedown", uma peça clássica original de Aaron Copland. "Brain Salad Surgery" (1973) foi editado na editora recém-criada pelos músicos (a Manticore), depois de uma tentativa de interferência nos conteúdos do disco por parte da editora anterior. A Manticore seria também a plataforma de lançamento de Pete Sinfield e da banda de rock progressivo italiana PFM. Na senda do sucesso, os Emerson, Lake & Palmer lançaram um disco-triplo ao vivo, em agosto de 1974. O registo chamar-se-ia "Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends". Todavia, o álbum seguinte, "Works" (1977), marcado pela quase dissolução do grupo, era uma edição com discos a solo de cada um dos membros do trio e uma quarta parte, onde se incluíam os trabalhos de grupo "Pirates" e "Fanfare for the Common Man". O disco foi um fracasso e o grupo jamais seria o mesmo. A motivação dos músicos para gravarem em conjunto era cada vez menor, as sessões conjuntas pareciam acontecer apenas para cumprimento das obrigações contratuais. Mais do que isso, a consciência do público estava mudada, os álbuns conceptuais de rock, com peças extensas de fusão com a música clássica eram vistos como esforços pretensiosos, numa era em que o punk e a disco deixavam para trás o rock elitista. "Works Vol. 2" chegou às lojas em novembro de 1977. Não era mais do que uma enigmática coleção de composições estranhas, gravadas quatro anos antes. Depois da edição de "Love Beach", a banda separar-se-ia em 1979.
Enquanto Lake partiu para uma carreira a solo com sucesso moderado e Emerson se envolveu na criação de bandas sonoras para a sétima arte, Palmer juntou-se aos Asia. Em meados dos anos 80, Emerson e Lake voltaram a juntar-se, na companhia do baterista Cozy Powell e lançaram o disco "Emerson, Lake & Powell" (1985). O projeto acabaria aí.
Em 1991, o trio original reuniu-se novamente para o lançamento de "Black Moon". Seguiu-se uma digressão com algum êxito, registada em disco na edição "Live At Royal Albert Hall" (1993). Alguns problemas de saúde de Emerson atrasariam o lançamento de "In the Hot Seat" (1994). O regresso do trio aos palcos apenas aconteceu em 1996 com uma digressão triunfante em solo americano, em parceria com os Jethro Tull. A banda manteria nos anos seguintes alguma atividade ao vivo que seria registada em discos: "Live In Poland" (2001) e "Fanfare: The 1997 World Tour" (2004).
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