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Emma Thompson
Atriz e argumentista inglesa nascida a 15 de abril de 1959, no bairro londrino de Paddington. A sua carreira de atriz iniciou-se na Universidade de Cambridge, em 1979, onde fez parte de um grupo cómico intitulado Footlights. A sua versatilidade não passaria despercebida aos produtores teatrais da Albion que a convidaram para protagonizar o musical Me And My Girl (1981). Seguiu-se uma prestação sólida em séries televisivas da BBC, da qual se destacou o drama de guerra Fortunes of War (Acasos de Guerra, 1987), onde conheceu o ator Kenneth Branagh, com quem contrairia matrimónio em 1989. Foi aliás num filme realizado pelo marido, Henry V (Henrique V, 1989), que Emma se estreou no cinema, personificando a rainha Catarina de Valois, com a curiosidade de todas as suas falas se processarem em língua francesa.
Depois de ter contracenado com o marido no falhado thriller Dead Again (Viver de Novo, 1991), foi selecionada pelo realizador James Ivory para interpretar Margaret Schlegel, herdeira de uma mansão em Howards End (Regresso a Howard End, 1992). A sua sóbria prestação e a brilhante parceria que fez com Anthony Hopkins nesse filme convenceram os membros da Academia que lhe atribuíram o Óscar para Melhor Atriz. Voltou a trabalhar com o marido em mais um título de William Shakespeare, a comédia Much Ado About Nothing (Muito Barulho Para Nada, 1993), mas era já visível que a relação entre os dois estava em fase de desintegração. Para fugir à depressão, Emma refugiou-se no trabalho e, nesse ano, obteve duas nomeações para os Óscares: na categoria de Atriz Principal por The Remains Of The Day (Os Despojos do Dia, 1993), filme de James Ivory em que encarna uma governanta de um palácio que mantém um amor secreto com um mordomo (Anthony Hopkins). Foi também nomeada para Melhor Atriz Secundária por In The Name Of The Father (Em Nome do Pai, 1993), pela prestação como advogada inglesa de um prisioneiro ligado ao grupo terrorista irlandês IRA (interpretado por Daniel Day-Lewis).
Gozou depois uma breve estadia nos Estados Unidos, onde contracenou com um "grávido" Arnold Schwarzenegger na comédia Junior (1994). Em seguida, conseguiu colocar em prática um sonho antigo: a adaptação cinematográfica do romance de Jane Austen Sense and Sensibility (Sensibilidade e Bom Senso, 1995). Assumindo a tripla faceta de produtora, argumentista e atriz, conseguiu convencer Ang Lee a realizar o filme. Foi nomeada para Melhor Atriz pelo seu papel da tímida e reprimida Elinor, mas o Óscar que veio a vencer foi atribuído ao seu trabalho como argumentista. A partir daí, dedicou-se quase exclusivamente à produção de filmes e peças teatrais, aparecendo esporadicamente como atriz em telefilmes ou em filmes menores como Judas Kiss (O Beijo de Judas, 1999) e fez o papel de anjo na série televisiva, vencedora de Emmys, Angels in America (Anjos na América). Surgiu em grande na comédia romântica de Richard Curtis Love Actually (O Amor Acontece, 2003).
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