epidemia

O termo epidemia referia-se, classicamente, ao aumento rápido do grau de incidência de uma determinada doença infectocontagiosa, numa dada população, num determinado intervalo de tempo. Segundo as modernas conceções de saúde pública, a definição de epidemia alargou-se, abrangendo outro tipo de patologias, não apenas as de origem infeciosa.
Atualmente considera-se, numa determinada região e numa determinada comunidade, estar na presença de uma epidemia quando a taxa de incidência de uma determinada afeção, infeciosa ou não, apresenta, num intervalo de tempo definido, um valor superior ao esperado, tendo em conta a incidência anterior dessa doença. Esta definição moderna de epidemia entra em linha de conta também com os fatores ambientais e sociais, já que muitas das atuais doenças epidémicas, como o cancro, enfarte do miocárdio e SIDA, resultam de interações com o meio e de comportamento sociais inadequados, em termos de saúde pública, e não apenas da normal ação de um qualquer agente infecioso.
A cadeia epidemiológica clássica considera, em relação às epidemias infeciosas, quatro componentes principais: um agente patogénico (vírus ou bactéria, por exemplo), um reservatório (que pode ser no meio ambiente ou nos sujeitos infetados), um modo de transmissão (direta ou indireta) e um recetor, isto é, um alvo da infeção. Este último pode manifestar os sintomas ou não, constituindo-se assim como um portador assintomático, mas capaz de disseminar o agente infecioso. O combate deste tipo de epidemias faz-se, principalmente, pela eliminação dos reservatórios, através de implementação de medidas higiénico-sanitárias e de vacinação, e pelo bloqueio da via de transmissão, isolando os indivíduos infetados e combatendo a infeção. Enquanto que no passado a prevenção de epidemias passava quase exclusivamente por melhoria das condições de higiene e sanitárias, no presente, principalmente nos países industrializados, o combate das modernas epidemias faz-se através da promoção da educação para a saúde, implementando hábitos de vida saudáveis. No entanto, as epidemias infeciosas são ainda uma realidade importante, sobretudo em países subdesenvolvidos, ao nível do continente africano, asiático e América do Sul.
Consoante o agente responsável pela epidemia, a prevenção passa por diferentes ações, dependendo da via de transmissão: oral-fecal, respiratória, sexual, parenteral, vetorial ou infeciosa.
A luta antiepidémica pode assumir duas facetas: de emergência, visando conter um foco que surge rápida e inesperadamente, e contínua, assentando sobre medidas constantes de prevenção, vigilância e de educação.

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