Equador

Geografia
País da América do Sul. Banhado pelo Pacífico a oeste, é limitado a norte pela Colômbia e a leste e sul pelo Peru. O Equador abrange uma área total de 283 560 km2, incluindo o arquipélago das Galápagos (7 844 km2), situado no oceano Pacífico a cerca de 1 100 km a oeste da costa equatoriana.
As principais cidades são Guayaquil, com 2 044 700 habitantes (2004), Quito, a capital (1 466 300 hab.), e Cuenca (290 1 00 hab.). As florestas cobrem cerca de 40% da área total do território. Duas cordilheiras dos Andes atravessam o país de norte a sul e dividem-no em três zonas diferenciadas. A planície costeira onde habita 32% da população tem um clima tropical a norte e bastante seco a sul. A região de La Sierra é formada por dois maciços, entre os quais se estende uma depressão de 2 800 m; é aqui que se situa a capital, Quito, onde residem 60% dos habitantes do Equador. É uma área de clima temperado. O topo das duas cordilheiras está assinalado pelos cones de 51 vulcões, muitos dos quais se encontram em atividade. A terceira área de relevo é a planície amazónica, tem um clima quente e húmido, encontrando-se coberta de florestas tropicais; aqui, o povoamento é reduzido e disperso.
Clima
Na parte oriental do país, o clima é equatorial; nos Andes, o clima é de altitude, com temperaturas baixas durante todo o ano; no litoral, distingue-se uma faixa semidesértica a sul, e uma área de clima tropical húmido a norte.
Economia
A economia do Equador é baseada essencialmente na agricultura. Na região andina, produz-se cevada, batata, milho e feijão. Na região costeira é cultivado arroz, cacau, café, banana e outros frutos tropicais para exportação. A pesca também é uma atividade importante. A principal indústria é a têxtil. Os principais parceiros comerciais do Equador são os Estados Unidos da América, a Colômbia, o Japão e a Venezuela.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita, (toneladas métricas,1999) é de 1,9.
População
A população é de 13 547 510 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 47,13 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 22,29%o e 4,23%o. A esperança média de vida é de 76,42 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,731 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,716 (2001). A população é constituída por ameríndios (25%), mestiços (65%), brancos (7%) e negros (3%). A religião praticada pela grande maioria da população é a católica (93%). A língua oficial é o castelhano.
História
O território atual do Equador fez parte do Império Inca desde a sua conquista por Pizarro em 1532. Este país proclamou a sua independência em 1809, a seguir a um movimento revolucionário, mas seria em 1822 que o general Sucre venceria os espanhóis. A 13 de maio de 1830 foi proclamada uma república livre e independente. Seguiu-se um período governado alternadamente por conservadores e liberais e generais. A história do Equador ficou marcada pela ditadura tirânica e cruel de Gabriel García Moreno que acabou por ser assassinado em 1875. Os vinte anos seguintes foram de luta entre conservadores e liberais e os golpes de Estado não pararam de suceder. Em 1930 rebentou uma revolução, em Quito, que provocou 200 mortos. Até aos anos 60 o Equador viveu em clima de instabilidade política. Em 1968, conservadores, liberais e socialistas prepararam eleições num clima de violência. Em 1972 a República do Equador contava já com 50 golpes de Estado.
Em 1973 foram descobertas jazidas de hidrocarbonetos, o que tornou o Equador um dos maiores produtores de petróleo da América do Sul. Esta descoberta permitiu desenvolver a economia e a política do país que, pela primeira vez, elegeu um executivo bicéfalo. A filosofia neoliberal, inspiradora de uma política económica traduziu-se numa abertura de fronteiras. As culturas tradicionais e a pesca desenvolveram-se e em 1987 era o primeiro exportador mundial de camarões. Apesar de o petróleo constituir uma garantia de prosperidade, a inflação persistiu elevada e levou à desvalorização da moeda e ao agravamento das condições de vida da maioria da população. O salário mínimo é o mais baixo da América Latina e a isto se juntam problemas de saúde relacionados com a má nutrição. O governo foi ainda confrontado com o ressurgimento de um velho conflito fronteiriço com o Peru devido à implantação nos países de traficantes de droga.
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