Eric Clapton

Guitarrista e cantor blues-rock, Eric Patrick Clapton nasceu a 30 de março de 1945, em Ripley, Inglaterra. Enquanto jovem, tocou em grupos locais de rhythm & blues. Em meados da década de 60 fez parte dos Yardbirds, com os quais gravou Five Live Yardbirds (1964) e For Your Love (1965), cujo tema título foi um sucesso. Saiu em 1966 para se juntar a John Mayall And The Bluesbreakers no álbum Bluesbreakers with Eric Clapton (1966). Nesse mesmo ano, formou o seu próprio grupo, os Cream, com Jack Bruce, no baixo, e Ginger Baker, na bateria. Apesar do estatuto de uma das bandas mais representativas do blues-rock dos finais dos anos 60, gravaram apenas quatro álbuns: Fresh Cream (1966), Disraeli Gears (1967), Wheels of Fire (1968) e Goodbye Cream (1969). "Sunshine of Your Love" (1968) e "White Room" (1968) foram dois dos temas de maior sucesso. Em 1969 juntou-se a Steve Winwood (Traffic) para formar os Blind Faith e gravar um álbum homónimo.
Participou em "While My Guitar Gently Weeps" dos Beatles. Tocou com John Lennon e a Plastic Ono Band no single Cold Turkey e em diversos concertos e foi convidado esporádico de Delaney & Bonnie.
Lançou o seu primeiro álbum a solo, Eric Clapton, em 1970, produzindo o êxito "After Midnight". Colaborou no álbum de George Harrison (Beatles), All Things Must Pass (1970). Com novo grupo, Derek And The Dominoes, lançou em 1970 Layla and Other Assorted Love Songs, um duplo álbum que constituiu um marco na sua carreira, graças, em grande medida, ao single Layla (1971). Durante dois anos envolveu-se nas drogas, regressando a solo com o álbum 461 Ocean Boulevard, em 1974, de que a versão de "I Shot the Sheriff" (1974) de Bob Marley, foi o tema mais representativo. Seguiram-se-lhe There's One in Every Crowd (1975), a colaboração com os The Band em "No Reason to Cry" (1976), e o seu maior sucesso da década de 70, Slowhand (1977), que incluiu clássicos como "Wonderful Tonight" e "Cocaine". Outros trabalhos: Backless (1978), Another Ticket (1981), Money and Cigarettes (1983), Behind the Sun (1985), August (1986), Crossroads (1988, uma retrospetiva em quatro CDs da sua carreira) e Journeyman (1989, um regresso ao blues).
Dedicado ao seu filho Connor que, em 1991, não sobreviveu a uma queda do apartamento, Clapton compôs "Tears in Heaven", tema principal da banda sonora do filme Rush (1992). Lançou MTV Unplugged (1992), que constituiu um êxito mundial. O álbum seguinte, From The Cradle (1994), marcou novo regresso ao blues.
Outro sucesso constituiu o single Change the World escrito por Babyface para a banda sonora de Phenomenon (1996). Proporcionou-lhe os Grammy para Disco do Ano e Melhor Interpretação Masculina.
Em 1997 envolveu-se no projeto TDF, lançando um álbum de sonoridade techno, Retail Therapy, com o pseudónimo "X-SAMPLE"
Em 1998 lançou o álbum Pilgrim, do qual foi extraído o single My Father's Eyes.
No ano seguinte, aliou-se a outro grande nome dos Blues, B.B. King, e lançou o álbum Riding with King. O disco apresentava, como não podia deixar de ser, o som tradicional dos blues e registou um regresso de Clapton ao estilo em que melhor se movimenta. Em 2001, voltou ao estúdio e editou Reptile, que incluía o êxito "I Ain't Gonna Stand for It".
Um ano depois, chegou às lojas um novo registo ao vivo, de título Eric Clapton Live, uma edição para colecionadores, com apenas seis faixas. Ainda nesse ano, outro disco ao vivo, One More Car, One More Rider. Dois anos mais tarde, o guitarrista voltou às edições de homenagem e gravou um disco em honra de Robert Johnson, outro nome mítico dos blues, com o nome Me and Mr. Johnson.
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