Ernesto Biester

Escritor, crítico literário, dramaturgo e jornalista português, da segunda geração romântica, nascido em 1829, em Lisboa, e falecido em 1880, na mesma cidade. Foi, juntamente com Pinheiro Chagas, fundador e diretor da Gazeta do Povo e da Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, em cujas páginas deixou os seus mais importantes ensaios de crítica literária, já que o volume Uma viagem pela literatura contemporânea, publicado em 1856, apenas reúne estudos sobre Mendes Leal e Rebelo da Silva. Colaborou também em outros periódicos, entre os quais O Panorama, O País e a Ilustração Luso-Brasileira.
Esteve muito na moda nas décadas de 60-70 do século XIX por ter criado o chamado "drama de atualidade", que veio substituir o drama histórico e o puro melodrama, focando temas de carácter social e conflito de classes.
Em 1872, satirizou a Geração de 70 numa comédia levada à cena no Teatro Nacional, Os Sabichões. Como crítico literário, debruçou-se sobretudo sobre a literatura dramática, que considerava instrumento de civilização e de progresso de um país, e defendeu o nacionalismo literário, criticando o fascínio excessivo pela literatura estrangeira: "Não se explica realmente esta mania de apregoar que valemos pouco. (...) Que vocações ou talentos se manifestaram em outros países que não raiassem igualmente à luz deste sol ardente e esplêndido?" (in Revista Contemporânea de Portugal e Brasil).
Destacam-se na sua produção de dramaturgia: A caridade na sombra (1858), O Limpa-Chaminés e Os Operários (1865). É também autor do ensaio Uma Viagem pela Literatura Contemporânea (1856).
Como referenciar: Ernesto Biester in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-15 05:42:26]. Disponível na Internet: