Escola de Frankfurt

Grupo de investigadores associados ao Institut für Sozialforschung - instituto de investigação social - sedeado em Frankfurt am Main e ligado à Universidade de Frankfurt.
Fundado por Carl Grünberg, o instituto (1923-1950) contou com notáveis membros como Theodor Adorno, Erich Fromm, W. Benjamin, Max Horkheimer, e Herbert Marcuse. Constituiu um influente movimento do marxismo contemporâneo. Muita da sua investigação foi publicada no Zeitschrift für Sozialforschung (1932-41), o jornal do instituto. Com a implantação do regime nazi, o instituto mudou-se para a Universidade de Columbia (Nova Iorque), tendo regressado a Frankfurt em 1949. Nos Estados Unidos da América, a Escola desenvolveu importantes investigações empíricas, relacionadas sobretudo com a questão do racismo.
Tomou como fontes a filosofia hegeliana e marxiana e também as reflexões da psicanálise, da sociologia e de outras disciplinas. A Escola de Frankfurt é usualmente tida como neo-marxista por ter tentado rever o determinismo económico marxista, por ter trazido elementos da psicanálise à teoria marxista, por ser cética relativamente à possibilidade de mudança pela luta operária revolucionária e por ter enfatizado a importância da cultura em detrimento da da economia. Na sua abordagem, que ficou conhecida como Teoria Crítica, formulou uma crítica epistemológica do capitalismo contemporâneo e atacou a razão instrumental enquanto princípio básico da sociedade capitalista. A Teoria Crítica volta-se contra as "condições escravizantes" bem como a metafísica e as ideologias que as acompanham. A razão instrumental deveria ser alinhada com a razão esclarecida, emancipadora e guiada por ela.
Nos anos 50 surgiram divergências entre os teóricos da Escola de Frankfurt. No entanto, nas décadas do pós Segunda Guerra Mundial, Jürgen Habermas surgiu como um proeminente membro desta Escola.
Como referenciar: Escola de Frankfurt in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-26 07:56:00]. Disponível na Internet: