esmalte

O esmalte é originário da China, difundindo-se para o Bizâncio no século VI d. C., sendo usado sobre placas de ouro. A partir do século XII começou a ser usado em cidades europeias como Liége, Colónia e Limoges. A partir do século XV impuseram-se os esmaltes pintados sobre cobre em países como a Itália e a França. Nessa época, a cidade de Limoges tornou-se o maior centro de produção, e as pinturas sobre o vidro tomaram inspiração em originais flamengos e em gravuras de artistas italianos.
Atualmente os esmaltes são usados devido ao seu brilho. Estas tintas utilizam solventes que lhes conferem resistência e durabilidade, aplicando-se tanto em paredes como em madeiras ou metais e dando às zonas pintadas uma proteção contra agentes químicos e naturais, sendo o seu acabamento brilhante a principal distinção em relação a outro tipo de tintas.
Estas vantagens têm o seu reverso, que neste caso se prende com os danos no meio ambiente, já que a dificuldade de aplicação e os longos períodos de secagem originam a libertação de odores tóxicos. Desta forma, a sua aplicação deve fazer-se em locais bem ventilados, utilizando quer a trincha quer um rolo de pelo raso.
Após a aplicação deste material, as sobras não devem ser deitadas fora com o lixo comum. Se assim não for, corre-se o risco de contaminação com metais pesados e outros elementos nocivos dos solos e dos lençóis de água.
Existem vários tipos de aplicação deste material: alveolado, que consiste numa técnica de aplicação numa superfície metálica em que se fixam lâminas por soldadura de prata; alteado, aplicado sobre lâminas de cobre; translúcido, que confere baixos ou altos relevos; e nublado, à base de chumbo, aplicado por incrustação sobre uma placa de prata ou ouro.
Como referenciar: Porto Editora – esmalte na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-08-01 21:43:38]. Disponível em