Estética Naturalista. Estudos Críticos

Coletânea de cinco ensaios anteriormente publicados na Revista de Estudos Livres ("Do método a seguir na aplicação do realismo à arte", "Teorias da arte", "Poesia filosófica e científica", "Naturalismo no teatro" e "A tese no romance"), considerada por muitos críticos " a melhor obra de sistematização doutrinária que sobre o naturalismo se escreveu em Portugal" (Guilherme de Castilho, Joel Serrão). Professando um critério "desapaixonado, sensato e verdadeiro", Júlio Lourenço Pinto teoriza acerca da estética naturalista, que considera um reflexo do espírito da época e uma aplicação do positivismo aos domínios da literatura e da arte. Embora muito próximo das doutrinas de Zola, Lourenço Pinto afasta-se das posições do autor de Le naturalisme au théâtre ao proclamar a importância da imaginação: "Na imaginação residem duas grandes forças vivas que o escritor, muito menos o artista podem dispensar - entusiasmo e espontaneidade criadora, as quais se nos afiguram perfeitamente conciliáveis com uma positiva orientação filosófica e com a observação fiel da realidade" (in "Teorias da arte").
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