Estêvão II (III)

Papa italiano, era órfão, mas pertencia a uma família abastada, e foi com o seu irmão educado em Latrão. Substituiu um sacerdote, também chamado Estêvão, que foi eleito após a morte de Zacarias. Como o sacerdote tinha, porém, uma idade avançada, faleceu quatro dias depois da sua nomeação (22 de março de 752), vítima de um ataque de apoplexia. Não chegou pois a ser consagrado, pelo que durante algum tempo existiu a dúvida acerca da sua inclusão na lista dos papas. Assim acontecera de facto, pois no seu lugar fora eleito (a 26 de março de 752) um diácono, também chamado Estêvão, que se manteve como Estêvão II. Se se levar em consideração o curto papado do sacerdote, então o novo papa, seu homónimo, será o III, se não for considerado, então será o II.
Consagrou Pepino, o Breve, patrício dos romanos (o nível mais elevado da sociedade de Roma), que se comprometeu a obrigar o usurpador lombardo Astolfo a devolver Ravena e demais conquistas. Tal missão cumpriu-se em Pavia, sendo Astolfo obrigado a dar as terras que pertenciam ao Império Romano do Oriente à Igreja, a pagar um imposto anual e entregar um terço do seu tesouro.
Em 756 institui-se a Sancta Ecclesiae Respublica (República da Santa Igreja), constituída pelas possessões territoriais da igreja e que subsistirá até ao ano de 1870.
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