Estrangeiros

Dedicada ao Cardeal D. Henrique, esta comédia é considerada iniciadora do teatro clássico em Portugal.

A peça denuncia a influência de autores como Plauto, Terêncio, Ariosto e Maquiavel. Os principais temas abordados são o amor, o casamento, a fanfarronice dos soldados, a desvalorização da verdade, a ausência de liberdade e de justiça e a volubilidade da mulher.
Além do prólogo é constituída por três atos com várias cenas, respeitando a lei das três unidades.
O prólogo é protagonizado pela personagem Comédia, que se apresenta dizendo: "Ora me ouvi, dir-vos-ei quem sou, donde venho, e ao que venho. Quanto ao primeiro, sou ua pobre velha estrangeira, o meu nome é Comédia; mas não cuideis que me haveis por isso de comer, porque eu naci em Grécia, e lá me foi posto o nome, por outras razoes que não pertencem a esta vossa língua.".
A ação situa-se em Palermo. A intriga desenvolve-se em torno de Lucrécia, uma jovem de Florença, pretendida simultaneamente pelo jovem Amente, por Dr. Petrónio (um jurista rico) e por Briobis (um soldado fanfarrão). Rivalizando entre si, os pretendentes utilizam os respetivos criados para concretizarem as suas artimanhas. A peça termina com o casamento entre Lucrécia e Amente.
Como referenciar: Estrangeiros in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-24 19:09:17]. Disponível na Internet: