estrelas T-Tauri

As estrelas T-Tauri são objetos da nossa galáxia que representam um estado muito prematuro na vida das estrelas. São estrelas jovens do tipo solar observadas perto de muitas nuvens moleculares da nossa galáxia e devem o seu nome à primeira deste tipo de estrelas descoberta. Estas apresentam no espetro de emissão uma risca forte no comprimento de onda do H-α, tal como outras riscas de emissão de cálcio (Ca), hidrogénio (H) e potássio (K). São estrelas variáveis na região do visível e apresentam indícios da existência de um campo magnético pela provável presença de largas manchas, um disco circum-estelar interior e atividade magnética.
Na realidade não são, ainda, consideradas estrelas mas sim protoestrelas num estágio na evolução estelar pré-sequência principal. Antes de atingir a fase de Sequência Principal, as estrelas T-Tauri passam por uma fase na qual apresentam uma fraca emissão na risca H-α, tornando-se mais fortes as riscas de Ca, K e H. O disco é muito rarefeito ou inexistente. O material inicialmente presente neste disco pode em certos sistemas ser distribuído e acretado para pequenas concentrações de matéria - os planetésimos - que são as sementes para a formação dos planetas. As riscas de hidrogénio constituem um dos diagnósticos mais importantes disponíveis para o estudo das estrelas jovens de tipo T-Tauri. Uma comparação quantitativa revela discrepâncias ao nível da largura das riscas e da velocidade máxima observada nas asas das mesmas. Modelos para os quais as riscas têm origem em ventos produzem, em geral, riscas muito pouco semelhantes às observadas. O conjunto de dados discutidos demonstra que o conhecimento atual acerca da formação das riscas de hidrogénio nas estrelas T-Tauri ainda está longe de permitir obter uma explicação detalhada das suas características e da sua origem.
O tempo de formação de uma estrela de cerca de 1 Mo é aproximadamente entre 106 e 107 anos. O tempo de formação de estrelas de massa superior à do Sol é inferior ao mencionado e para estrelas de massa inferior os tempos de evolução são superiores.
O estudo destas protoestrelas é importante para a compreensão da formação de estrelas como o nosso Sol, pois pensa-se que esta é uma das fases pela qual passam estrelas de massa aproximada à do Sol antes de atingirem a Sequência Principal e serem chamadas verdadeiramente de estrelas.
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