Exercícios Temporais (poema)

Se as obras editadas no início da sua produção poética retiravam do contexto histórico, marcado pelo conflito mundial, a expressão de uma consciência apocalíptica, trágica só até ao ponto em que era possível a esperança numa futura salvação, as últimas obras de Tomaz Kim situam-no já numa poesia da angústia moderna, onde a reflexão sobre a contemporaneidade e sobre a condição humana é realizada sob o signo de um mal-estar existencial. É assim que, em Exercícios Temporais, percorre com progressiva disforia as várias variações em torno de um "tempo" ("Tempo Lúcido", "Tempo da História", "Tempo de Exéquias", "Tempo Habitual", "Tempo de Amar", "Tempo de Amor", "Tempo de Solidão", "Tempo de Silêncio", "Tempo da Memória", "Tempo do Tempo", "Tempo da Morte") tanto íntimo como geracional: "De nojo o tempo, o nosso: / A perfídia estrumando / No presumir da carícia branda e sorriso / De todos." ("Tempo Habitual").
Como referenciar: Exercícios Temporais (poema) in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-05-26 22:26:05]. Disponível na Internet: