exorcismo

No ritual católico do exorcismo, os padres não devem por princípio acreditar na superstição com que estão a lidar embora invoquem a proteção divina para a sua pessoa e mencionem o combate a feitiços e aos seus símbolos. Uma das manifestações da possessão demoníaca é a fala de línguas desconhecidas, curiosamente um dos sinais de possessão divina considerados por S. Paulo.
No ritual do exorcismo e depois de invocar a sua segurança e de todos aqueles que o assistem, o sacerdote condena o "demónio" a não ter poderes sobre qualquer um dos presentes perante o possesso amarrado para prevenir qualquer violência. Segundo alguns relatos deste ritual, os "demónios" respondem com mentiras às numerosas perguntas do sacerdote sobre questões várias que incluem a identidade do "demónio" e a razão da possessão. Apesar da resistência do "demónio" ou "demónios, o padre exorta-os a irem embora do corpo do possesso durante muito tempo e com muita insistência até que, por invocação do nome de Deus, Jesus Cristo e todos os anjos, ao fim de horas extenuantes de invocação e de oração divinas, poderá acontecer que o possesso seja "libertado" do jugo demoníaco e considerado curado. Outras vezes essa situação pode ser revertida e a possessão volta a atormentar o paciente que muitas vezes também procura alívio em tratamentos psiquiátricos. No sertão brasileiro, a tradição diz que os cantores que cantam as velhas orações têm poderes de afastar os demónios como um exorcismo, em que existe uma verdadeira "batalha" ao desafio. Existem relatos de um cantador chamado Joaquim Francisco de Santana que morreu nos princípios do século XX com a fama de ter vencido o diabo num canto ao desafio.

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