Expansão Sikh

Os Sikhs são um grupo étnico ariano do Norte da Índia, célebre pelo seu espírito guerreiro e, teoricamente, sem regime de castas.
Com vista à reconciliação entre hindus e muçulmanos do Pundjab, Nãnak Dev (1469-1539) começou a divulgar, em 1499, uma religião monoteísta e a reunir uma comunidade de discípulos (Sikhs), que conta hoje com muitos milhões de adeptos. Segundo esta religião, Deus é o Mestre verdadeiro (Sad-guru), e todos os homens são chamados a formar uma fraternidade que suprima a diferença de castas e as rivalidades e conflitos religiosos. Os sucessores de Nãnak, também chamados Gurus, estabeleceram definitivamente a comunidade sikh.
Em 1699, para resistir à perseguição religiosa dos muçulmanos, os sikhs transformaram-se numa teocracia militar.
Após a unificação num único reino operada por Ranjit Singh (1797-1839), o império sikh atingiu a sua grande expansão, distribuindo-se desde o Pundjabe até ao Indo, às regiões fronteiriças afegãs e a Caxemira. Em 1846, apesar da grande resistência à Índia britânica, os Siks tiveram que abrir mão de Caxemira e de outros territórios, vendo-se, além disso, obrigados a reduzir as suas unidades militares.
Em 1947, a inimizade entre Sikhs e Muçulmanos leva a um confronto sangrento que se traduziu na separação do Paquistão e da Índia. Esta região continua a ser palco de lutas entre estas duas comunidades religiosas, já que o Paquistão reclama a região de Caxemira.
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