Expedição dos Normandos

As Invasões Normandas foram marcantes na Idade Média, sendo nalguns aspetos comparáveis ao ataque bárbaro ao Império Romano, embora as destruições, pilhagens e mortes provocadas pelos Normandos tenham sido muito exageradas pelos cronistas da época e romanceadas na Epopeia Normanda, um género literário muito popular nos séculos XII e XIII.
Ao chegar ao Ocidente, este povo demonstrou a sua superioridade militar, assente num rápida mobilidade e em avançadas técnicas de navegação. Os Normandos usavam o drakkar, uma embarcação à vela ou a remos que transportava homens e mercadorias (nomeadamente o produto dos saques). A cavalaria era outro dos seus pontos fortes, que lhes permitiu alargar o raio de ação. A partir de 850, podiam manter-se durante vários meses no interior, em acampamentos de inverno fortificados e passavam a determinar com antecedência o ataque dos adversários e a infiltrar-se em áreas inimigas, sempre que lhes conviesse.
Ao atacar o Império Carolíngio, os povos escandinavos não procuravam conquistar terras. O seu objetivo consistia na apropriação da riquezas das igrejas e das cidades costeiras, bem como na captura de escravos. Após as primeiras incursões normandas, Carlos Magno procurou estabelecer um sistema defensivo continuado pelos seus sucessores. Contudo, perante as constantes investidas destes bárbaros, alguns líderes francos passaram a facilitar a entrada do Exército inimigo, que assim devastaria os territórios vizinhos. Outros Francos, como Roberto, o Forte (morto em combate em 866), e Eudes (defensor de Paris em 885-886), notabilizaram-se pela luta contra o invasor.
Neste período, a população religiosa procurou refúgio, levando consigo os seus bens mais preciosos, retornando às igrejas e aos mosteiros aquando da retirada dos Normandos, até que, a partir do século XI, seguiram o exemplo da restante população e se refugiaram nas praças fortificadas.
Apesar da destruição que causaram, não se pode dizer que os Normandos tenham provocado uma rutura radical na vida social e económica, uma vez que este povo não se instalou a título permanente nos territórios assaltados.
Estes homens, descritos pelos cronistas religiosos como terríveis hordas de pagãos, mudaram o seu modo de vida quando os Dinamarqueses de Rollon se fixaram em território franco e se converteram ao Cristianismo.
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