extinção

Pode-se entender por extinção o desaparecimento total de uma espécie (conjunto de indivíduos semelhantes entre si, capazes de se entrecruzarem, originando descendência fértil), devido a uma insuficiente capacidade de adaptação a uma alteração introduzida nas condições do meio que habita, como, por exemplo, variações climatológicas ou competição por alimento e caça.

A extinção de uma espécie pode ser um fenómeno natural, resultante da pressão introduzida pela permanente competição, entre indivíduos da mesma ou diferentes espécies, por recursos ou espaço, nos ecossistemas naturais, resultando uma seleção das espécies mais adaptadas ao meio – mecanismo de seleção natural, enunciado pela primeira vez por Charles Darwin, no seu livro Da origem das espécies, (1859). A extinção devida a causas naturais, embora continue a ocorrer, deu-se sobretudo em dois momentos da história da Terra: na transição entre o Paleozoico e o Mesozoico (desaparecimento, entre outros, das trilobites, dos graptólitos e dos corais primitivos) e entre o Mesozoico e o Cenozoico (desaparecimento, entre outros, das amonites, dos dinossauros, dos pterossáurios, dos ictiossáurios e dos plesiossáurios).
No entanto, mal-grado estas extinções em massa, o homem tem sido o principal responsável pelo aniquilamento de um grande número de espécies e, revelando-se ainda mais preocupante, num espaço de tempo geológico extremamente reduzido.

As principais causas das extinções são decorrentes da poluição, destruição e contaminação dos ecossistemas, o que conduz à destruição de habitats e recursos alimentares, sendo esta pressão ainda mais agravada pela caça exaustiva a que muitas espécies estão sujeitas quer com fins de produção alimentar (sobretudo a nível dos oceanos), quer para a obtenção de determinados produtos, como o marfim (elefantes) e peles (focas e felinos), sem que sejam possibilitadas às espécies condições ambientais e temporais para que possam regenerar o número de efetivos capturados e/ou mortos.

As principais consequências da extinção de espécies são a perda de biodiversidade, a redução do fundo genético global do planeta, a diminuição do número de recursos naturais e de variedade alimentar, a redução da capacidade de autorregulação dos ecossistemas e a aceleração da extinção de outras espécies, já que nenhuma vive isolada, fazendo parte de uma teia alimentar onde come e serve de alimento a outros animais (nível trófico seguinte), num permanente e intricado jogo de interações.
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