FC Barcelona

O clube espanhol Fútbol Club Barcelona foi fundado a 29 de novembro de 1899 por iniciativa de Joan Gamper, um desportista nascido na Suíça mas que se instalou na Catalunha. A 22 de outubro de 1899 pôs um anúncio num jornal a expor a ideia de criar um clube de futebol em Barcelona e no dia indicado, 29 de novembro, apareceram onze homens, entre espanhóis e estrangeiros. Um deles, o inglês Walter Wild, foi escolhido para primeiro presidente do Foot-Ball Club Barcelona. O primeiro jogo aconteceu a 8 de dezembro de 1899, num campo alugado, contra uma comunidade britânica de Barcelona. O FC Barcelona equipou-se de azul e grená, as cores que ainda hoje ostenta.
Em 1908, Gamper assumiu pela primeira vez a presidência do clube, numa altura em que este atravessava uma grave crise e só tinha 38 sócios. Gamper lutou pela sobrevivência do clube e, no ano seguinte, inaugurou o campo de La Escupidera, o primeiro com luz elétrica, com capacidade para seis mil espectadores.
Em 1910 o FC Barcelona conquistou a Taça do Rei e lançou-se definitivamente como um grande clube.
Até 1925 Gamper foi por cinco vezes presidente do clube e, em 1922, inaugurou o estádio Les Corts, com 30 mil lugares. No dia da inauguração, 20 de maio, o Barcelona recebeu um clube inglês Júpiter, e quando a banda da marinha inglesa tocou a marcha real o público assobiou, contestando assim a monarquia. O campo esteve interditado seis meses e Gamper foi convidado a partir para o exílio. Mas a reação catalã foi firme e mesmo quem não gostava de futebol associou-se ao clube, para assim mostrar o apreço pelo republicanismo.
Na época de 1928/29, o Barcelona ganhou pela primeira vez o campeonato espanhol. Na altura brilhava na equipa o goleador Samitier, que, contudo, foi dispensado em 1932. Mudou-se para o Real Madrid e ganhou o campeonato. Em 1944, regressou ao clube catalão como treinador e o Barcelona finalmente voltou a triunfar na liga.
Entretanto, em 1930 Joan Gamper havia-se suicidado com um tiro. Durante a guerra civil de Espanha, entre 1936 e 1939, o Barcelona viveu uma crise profunda, fruto da sua conotação republicana.
O clube tornou-se um símbolo da luta contra o franquismo e foi pressionado a deixar-se bater pelo Real Madrid na meia-final da Taça de Espanha de 1943, depois de na primeira mão ter ganho por 3-0. Acabou por perder por 11-1, nascendo aí uma rivalidade com o Real Madrid que nunca mais acabou.
Na década de 50, o jogador húngaro Kubala tornou-se no ídolo do clube, especialmente depois de em 1952 ter levado o Barcelona a ganhar todas as competições em que entrou: Liga, taça e supertaça de Espanha e Taça Latina e Taça Martini & Rossi. Kubala viria mais tarde a ser eleito o melhor jogador de todos os tempos do Barcelona.
Outro dos ídolos do Barcelona, o holandês Johan Cruyff, chegou ao clube em 1973 e logo nessa temporada venceu a liga espanhola, o que já não acontecia desde há 14 anos.
Em 1978 Josep Lluís Nuñez assumiu a presidência do clube, onde se manteve até 2000. Durante esse período, o Barcelona tornou-se num dos clubes mais ricos do mundo.
O primeiro grande investimento foi feito com a contratação de Maradona, considerado o melhor jogador do mundo, mas uma série de azares impediram que o argentino brilhasse na equipa.
Nuñez fez regressar Cruyff em 1988 para treinar a equipa e o clube entrou no melhor período do seu historial. Até Cruyff sair, em 1996, a equipa ganhou quatro ligas seguidas (entre 1991 e 1994) e pela primeira vez no seu historial a Taça dos Campeões Europeus. Na final da mais importante competição europeia de clubes, em maio de 1992, o Barcelona bateu por 1-0 a Sampdória, de Itália.
Cruyff foi um dos principais responsáveis pela contratação do português Luís Figo em 1995/96. O antigo sportinguista tornou-se rapidamente no ídolo de um clube, por onde tinham passado pouco antes futebolistas como Schuster, Romário e Stoitchkov e onde conviveu com Rivaldo e Ronaldo. Quase todos acabaram por sair do clube em desacordo com o presidente Nuñez, mas o caso de Figo foi o mais badalado. O português, ao fim de cinco anos na Catalunha, trocou o Barcelona pelo Real Madrid e foi considerado um traidor.
Pelo Barcelona passaram na década de 90 outros jogadores portugueses, como Vítor Baía, Fernando Couto, Simão Sabrosa e, a partir de 2003, Ricardo Quaresma.
Em 2003, Joan Laporta sucedeu ao contestado Joan Gaspart na presidência do clube catalão, com o objetivo de combater a crise de resultado que se sucedeu desde a saída de Figo.
Sob a orientação do técnico holandês Frank Rijkaard, e com a prestação do português Deco, do brasileiro Ronaldinho Gaúcho e do camaronês Samuel Eto'o, o Barcelona regressou aos tempos de glória em 2005 e 2006. O clube catalão ganhou nestes anos o campeonato espanhol, a que juntou a conquista da Liga dos Campões em 2006.
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