Félix II

Foi eleito papa por três bispos arianos a instâncias do imperador Constâncio II, uma vez que este tinha exilado o seu antecessor, o papa Libério. Tornado assim um antipapa pela eleição "ariana", aceitou, no entanto, relutantemente o cargo, uma vez que não era popular e a sua consagração poderia provocar uma onda de revolta, o que sucedeu de facto. Exerceu o cargo de 355 a 357 e, mais tarde, em 365.
Em 357 Libério regressou a Roma e ao pontificado, tendo no entanto o imperador imposto que Félix se mantivesse com a dignidade de papa. Assim se explica que Félix II não seja muitas vezes considerado antipapa e sim bispo de Roma (ou papa) por direito. Contudo, a comunidade cristã não esteve de acordo e Libério foi recebido com tal contentamento que Félix teve de fugir. Contudo, o imperador zelou para que, até à sua morte, a 22 de novembro de 365, continuasse a cumprir as funções eclesiásticas do cargo em localidades próximas a Roma.
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