Fiat

A marca italiana de automóveis Fiat foi fundada a 11 de julho de 1899, em Turim, com a formação da sociedade anónima Fabrica Italiana de Automóveis de Turim (FIAT).
O primeiro carro a ser construído foi o 4HP, que tinha um motor de 679cc e atingia uma velocidade de 35 quilómetros por hora. Ao todo foram feitos 25 automóveis deste modelo. Seguiram-se o modelo 8HP (o primeiro com motor à frente), o 10HP e o 12HP. Este último foi exportado para o resto da Europa e para os Estados Unidos da América. Paralelamente, a Fiat também se dedicou à produção de camiões, autocarros, elétricos e motores para barcos e aviões.
Em 1910, e num único ano, foram apresentados seis novos modelos da marca.
Dois anos depois, o Fiat Zero foi o primeiro carro da marca a ser produzido em série, tendo sido fabricados 2000 exemplares até 1915. Com a chegada da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Fiat passou a dedicar-se à construção de camiões militares.
Em 1919 deu-se o regresso à produção automóvel com o lançamento de vários modelos, entre os quais se destacou o Fiat 501, pequeno carro que até 1926 vendeu 45 mil unidades.
Dois anos depois, surgiu o chamado Superfiat, com uma cilindrada de 6805cc. Ainda em 1921 a marca italiana fundou a Fiat Polónia.
Esta década ficou marcada por carros como o 519 e o 509 (que venceu o Rali de Monte Carlo em 1928), entre outros.
Em 1932 surgiu o modelo 508 Balilla que, após uma renovação em 1934 somou mais de 110 mil unidades vendidas.
Em 1935, o novo Fiat 1500 foi o primeiro carro da marca a tirar benefícios da aerodinâmica, tendo sido desenvolvido através do recurso a um túnel de vento. O carro foi comercializado até 1948.
Entretanto, em 1936 foi apresentado o Fiat 500 Topolino, na altura o mais pequeno carro do mundo fabricado em série. Tornou-se num dos carros mais populares de sempre da marca de Turim e até 1948 foram vendidos mais de 120 mil exemplares desta viatura com cerca de 600cc.
Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Fiat voltou a dedicar-se à produção de viaturas militares. Os anos seguintes ao final do conflito (1945) ficaram marcados por lançamentos de carros desenvolvidos antes de 1939. Só em 1950 surgiu um modelo completamente novo, o 1400, a que se seguiu, dois anos depois, um modelo maior, o 1900. Pelo meio, em 1951, a Fiat lançou um carro com tração integral, o Campagnola, com características de jipe.
Em 1953 a marca italiana estreou-se nos carros a gasóleo, lançando o modelo 1400 diesel.
O Fiat 600, outro popular modelo da marca, foi apresentado em 1955 e atingiu um recorde de vendas de 950 mil unidades até 1960. Várias versões deste modelo continuaram a ser produzidas até 1969, totalizando cerca de 2,7 milhões de carros vendidos. Entretanto, uma nova versão do Fiat 500 surgiu em 1957 e só saiu do mercado em 1975.
Os travões de disco foram introduzidos pela Fiat em 1961 quando surgiram os modelos 1300 e 1500.
A década de 60 ficou ainda marcada pelo aparecimento do 124, eleito em 1967 Carro do Ano, e do Dino Spider, um desportivo concebido com a ajuda da Ferrari.
O modelo 128, de 1969, foi o primeiro da marca com tração dianteira e surgiu no ano em que a Fiat comprou a Lancia, outra construtora italiana.
Em 1971 foi lançado um novo modelo bastante popular da marca, o 127, e no ano seguinte surgiu o desportivo X1/9, desenhado pelos estúdios Bertone, e o pequeno 126.
Já em 1974 apareceu o 131, que viria a ser um grande campeão em termos de Mundial de Ralis, seguindo-se o lançamento de diversos modelos bem sucedidos, como o Panda, em 1980, e o Uno, em 1983. Este foi apresentado nos Estados Unidos da América, no Cabo Canaveral, onde há uma famosa base de lançamento de foguetões espaciais. O Fiat Uno serviu para introduzir o motor Fire 1000, tido por revolucionário em termos de proteção do ambiente. O carro vendeu mais de seis milhões de unidades em todo o mundo.
Em 1984, a Fiat juntou mais uma marca italiana ao seu grupo, ao adquirir a Alfa Romeo.
Cinco anos depois lançou o Fiat Tipo, também eleito Carro do Ano.
Em 1994 comprou a Maserati, marca italiana de carros desportivos.
No ano seguinte, lançou o inovador Punto para substituir o Uno. Também o Punto foi eleito Carro do Ano.
No final da década de 90, a Fiat lançou o Palio, carro que se podia adaptar facilmente às características de diferentes mercados, e encontrou assim uma forma de enfrentar a forte concorrência que se vivia no setor automóvel.
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