ficção científica

Sendo uma forma de expressão artística difícil de definir tanto na literatura como no cinema e na televisão, a ficção científica pode referir-se a diversas coisas, tópicos e ideias. As histórias de ficção científica podem incluir viagens a outros mundos, a exploração do espaço, visitas a outros planetas e guerras interplanetárias, a invasão de extra-terrestres, ou seja, temas que alteram profundamente a realidade. De uma forma geral, as histórias tratam de mudanças e desenvolvimentos tecnológicos, com experiências científicas, variações ambientais e forças sobrenaturais. Sendo frequentemente fantásticas, são concebidas para cultivar a imaginação do leitor/espectador.
Na literatura, o termo "ficção científica" foi usado, pela primeira vez, em 1851, em A Little Earnest Book upon a Great Old Subject de William Wilson, havendo, no entanto, quem date o seu nascimento das obras de Júlio Verne e H. G. Wells. Por outro lado, obras como Gulliver's Travels (As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, 1726), Robinson Crusoe (de Daniel Defoe, 1719) e Frankenstein (de Mary Shelley, 1818) - que já exploram ficcionalmente as potencialidades e as ameaças do progresso técnico - tiveram um impacto muito forte, tendo exercido uma influência que ainda se faz sentir atualmente na ficção em geral. Também romances mais recentes, como Brave New World (Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, 1932), 1984 (de George Orwell, 1949) e 2001: A Space Odyssey (2001: Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke, 1968), constituem marcos na história deste género literário, que é cultivado predominantemente em língua inglesa, embora haja exemplares em muitas outras, incluindo o português.
Muitos destes romances foram adaptados para o cinema, onde também a expressão "ficção científica" abrange um vasto conjunto de obras heterogéneas: Close Encounters of the Third Kind (Encontros Imediatos do Terceiro Grau, 1977) e E. T. (1982), de Steven Spielberg; Star Trek (O Caminho das Estrelas, 1979), de Robert Wise; Blade Runner (1982), de Ridley Scott; Fury (1979), de Brian de Palma; Scanners (1980), de David Cronenberg, entre muitas outras. Todavia, parece não existirem dúvidas por parte dos historiadores quanto à data de nascimento da ficção científica no cinema: Georges Méliès, que inventou o cinema como arte, terá dado início ao longo rol de filmes de ficção científica com a sua Voyage dans la Lune (Viagem à Lua), logo em 1902.
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