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folhetim

No período romântico, o termo servia para designar dois tipos de texto, tendo ambos como suporte a imprensa periódica: o folhetim-crónica e o romance folhetinesco.

Na primeira aceção, o folhetim constituía uma secção de crónicas da atualidade, a qual, segundo o tipo de publicação em que surgia, podia abrigar matérias variadas: notícias nacionais e estrangeiras, notas de viagem, recensões, críticas literárias e teatrais, etc. Conhecidos folhetinistas foram Lopes de Mendonça (1827-1865), Inácio Pizarro de Morais Sarmento (1807-1870), Ernesto Biester (1829-1880), Ricardo Guimarães (1830-1889) e Júlio César Machado (1835-1890), entre outros.

Na segunda aceção, o termo folhetim aplicava-se a narrativas literárias publicadas em série nos jornais e revistas. Neste caso, a publicação de um romance ou novela em folhetim servia, muitas vezes, como meio de divulgação e de lançamento para a publicação em livro. Assim aconteceu, por exemplo, com as Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett (1799-1854), inicialmente publicadas em série na Revista Universal Lisbonense em 1843 e 1845 e depois publicadas em volume em 1846.
Como referenciar: folhetim in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-04-25 13:21:23]. Disponível na Internet: