Fortuna

Fortuna era a deusa do destino, depois identificada com a Tique grega, muito respeitada na religião romana da época clássica. Tinha templos em Âncio, Preneste e no Quirinal. Era representada com o corno da abundância e um leme (pois comandava a vida dos homens); umas vezes, sentada, outras em pé, e quase sempre cega. Como personificação da morte, surgia sentada numa roda ou numa bola. A introdução do seu culto é geralmente atribuída a Sérvio Túlio, rei favorito da Fortuna. Contava-se mesmo que a tinha amado, apesar de ser um simples mortal, e que costumava entrar em sua casa por uma janela pequena. Aliás, no templo desta deusa existia uma estátua de Sérvio.
A deusa Fortuna era invocada sob muitos nomes: Redux ("que favorece o regresso", para pedir o regresso de uma viagem), Publica ("do povo romano"), Huiusce Diei (a Fortuna particular do dia presente). Sob o Império, cada imperador tinha a sua Fortuna.
Pouco a pouco, devido à influência grega, a Fortuna assimilou outras divindades, nomeadamente Ísis.
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