Francis Ponge

Escritor francês, nascido em 1899, em Montpellier, ligado inicialmente ao movimento surrealista, buscou as linhas de uma nova poética em Pour un Malherbe. Inscrito, durante algum tempo, no Partido Comunista, sai em 1946, depois de ter participado no movimento da Resistência. Tal como Malherbe, Boileau e Mallarmé, Ponge considera que a poesia é antes de mais uma questão de trabalho, já que desconfia da inspiração, dos sentimentos e das ideias. A publicação de Proêmes, Le Grand Recueil e Le Savon modifica profundamente a imagem de Ponge, que passa a ser reconhecido como um autor para quem a escrita foi sempre a busca de um caminho pessoal. Revelou-se um extraordinário fabulista em Le Soleil Placé en Abîme, Douze Petits Écrits e Le Parti Pris des Choses. A sua obra serviu, durante muito tempo, para ilustrar certas teorias literárias em voga. Ponge influenciou muitos romancistas e o grupo de escritores da revista Tel Quel considerou-o um dos seus mestres essenciais. Recebeu o Prémio Internacional de Poesia em 1959. Morreu em Bar-sur-Loup em agosto de 1988.
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