François Weyergans

Escritor e cineasta belga, nasceu a 9 de dezembro de 1941, em Bruxelas, sendo filho de um romancista e crítico literário e de cinema.
Estudou até aos 16 anos num colégio jesuíta e durante este período começou a escrever crítica cinematográfica.
Em 1958 interrompeu os estudos em Filologia Românica e mudou-se para França, para frequentar uma escola de estudos cinematográficos de Paris. Nesta época, começou a escrever artigos para a conceituada revista Cahiers du Cinema. Aos vinte anos realizou o seu primeiro filme, um documentário sobre o bailarino e coreógrafo francês Maurice Béjart. Weyergans realizou então diversas curtas-metragens (Je t'Aime Tu Danses, Hieronimus Bosch, Aline, Voleuses, Statues, Baudeleire, Un Film sur Quelq'un) principalmente durante a década de 60 do século XX, até que, nos anos 70, lançou duas longas-metragens de ficção, Maladie Mortelle e Couleur Chair. Contudo, devido a constantes problemas financeiros, acabou por abandonar a carreira de realizador de cinema.
Em 1969 havia escrito o seu primeiro romance, Salomé, que viria a ser reeditado em 2005, numa versão revista e corrigida pelo próprio François Weyergans.
Aos 31 anos escreveu Le Pitre, inspirado nas consultas que teve com um psicanalista. Com esta obra acabou por conquistar o Prémio Roger Nimier. Seguiram-se livros como Macaire le Copte, Le Radeau de la Méduse, La Vie d'un Bébé, Je Suis Écrivain ou Franz et François. Com La Démence du Boxeur ganhou em 1992 o Prémio Renaudot, um dos mais importantes galardões literários de língua francesa.
Em 2005, Weyergans conquistou o prestigiado prémio literário francês Goncourt com o romance Trois Jours Chez ma Mère, no qual é contada a história de um homem de 50 anos que visita a casa da mãe, onde costumava passar férias, e faz uma dolorosa evocação do passado. Esta obra, apesar de ter ficado pronta em 2000, só foi publicada cinco anos mais tarde por decisão do autor, que retratou como penoso o processo de escrita.
Como referenciar: François Weyergans in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-23 04:30:48]. Disponível na Internet: