Franklin J. Schaffner

Realizador norte-americano, Franklin James Schaffner nasceu a 30 de maio de 1920, em Tóquio, filho de missionários protestantes americanos. Regressou aos EUA com cinco anos, instalando-se em Lancaster. Em 1943, formou-se em Direito pela Universidade de Columbia, não tendo no entanto exercido a advocacia devido à incorporação no exército americano que lutou na Segunda Guerra Mundial. Findo o conflito, empregou-se na televisão, estreando-se em 1947 como assistente de realização da série documental March of Time. No ano seguinte, foi convidado a ingressar na estação televisiva CBS onde dirigiu inúmeras peças de teleteatro e séries como Tales of Tomorrow (1951) e The Defenders (1961), tendo vencido um Emmy pela última. O sucesso televisivo levou-o a ingressar na Broadway, onde dirigiu algumas peças. O produtor Jerry Wald convidou-o a ingressar no Cinema, através da realização de The Stripper (Segue o Teu Destino, 1963), uma adaptação da peça homónima de William Inge, onde Joanne Woodward interpretou o papel de uma bailarina de strip-tease envelhecida que se apaixona por um adolescente. O título não foi bem sucedido comercialmente, tal como o seu filme seguinte The Best Man (Os Candidatos, 1964): baseado numa obra de Gore Vidal, o filme retrata os bastidores das candidaturas presidenciais, proporcionando uma excelente interpretação a Henry Fonda e comentários críticos favoráveis. Apesar dos maus resultados de bilheteira, continuou a dirigir filmes como The War Lord (O Senhor da Guerra, 1965), com Charlton Heston, e o thriller The Double Man (O Duplo Homem, 1967), com Yul Brynner. Foi por pressão de Heston junto dos produtores da 20th Century Fox que Schaffner foi escolhido para dirigir aquele que se tornaria um filme mítico no campo da ficção científica: Planet of the Apes (O Homem Que Veio do Futuro, 1968). Centrado na temática da escravização da raça humana por uma comunidade de macacos num ambiente futurista, o filme foi um estrondoso sucesso, o que convenceu os produtores a entregar-lhe a direção de um ambicioso projeto: Patton (1970), uma biografia do célebre e extravagante general americano (interpretado magistralmente por George C. Scott) que se evidenciou no decurso da Segunda Grande Guerra. O filme foi um êxito à escala mundial e foi galardoado com 7 Óscares, entre os quais os de Melhor Filme e Melhor Realizador. Schaffner passou a ser então requisitado para dirigir produções ambiciosas: o filme de aventuras Papillon (1973), sobre as tentativas de fuga de Steve McQueen e Dustin Hoffman da prisão da ilha do Diabo, o drama Islands in the Stream (A Ilha do Adeus, 1977), baseado num livro de Ernest Hemingway, e promoveu um portentoso duelo interpretativo entre Laurence Olivier e Gregory Peck em The Boys From Brazil (Os Comandos da Morte, 1978). Depois deste, a sua carreira entrou em decadência, averbando desaires de bilheteira. O seu último filme foi Welcome Home (Regresso da Guerra, 1989), a cujo lançamento não chegou a assistir, tendo falecido a 2 de julho de 1989 na sua mansão em Santa Monica.
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