Franklin Távora

Escritor e jornalista brasileiro, Franklin Távora, nascido a 13 de janeiro de 1842, em Baturité, no Ceará, e falecido a 18 de agosto de 1888, no Rio de Janeiro, é considerado um dos precursores do realismo.
Em criança, estudou em Fortaleza e depois mudou-se com os pais para Pernambuco. Posteriormente, aos 21 anos, formou-se na Faculdade de Direito do Recife, cidade onde viveu até aos 32 anos, tendo sido funcionário, deputado provincial e advogado. Durante este período em que viveu no Recife iniciou a sua atividade literária, ainda no tempo de estudante, com o livro de contos Trindade Maldita, uma edição de 1861. Ainda no Recife lançou os romances Os Índios do Jaguaribe, A Casa de Palha, Um Casamento no Arrabalde, e os dramas Um Mistério de Família e Três Lágrimas. Dedicou-se também ao jornalismo tendo trabalhado em A Consciência Livre e em A Verdade.
Em 1874, Franklin Távora mudou-se para o Rio de Janeiro, para onde foi trabalhar como funcionário da Secretaria do Império. Já nesta cidade, foi um dos fundadores, em 1879, da segunda fase da publicação de divulgação literária Revista Brasileira. Por esta altura, nas suas obras de ficção e de investigação notava-se uma tendência regionalista através da reconstituição do passado pernambucano. Esta tendência é bastante evidente no romance O Cabeleira, cuja ação decorre em Pernambuco no século XVIII. Ainda na década de 1870 envolveu-se numa polémica com o escritor José de Alencar e através de cartas tentou denegrir a imagem do mesmo. Nessas mesmas cartas, Távora defendia a literatura regionalista, que considerava ser a verdadeira expressão da nacionalidade literária brasileira. Um dos seus objetivos era criar a "Literatura do Norte", mas não o conseguiu. Franklin Távora veio a ser considerado um dos precursores do realismo, nomeadamente no romance O Sacrifício, de 1879. Posteriormente, ainda lançou Lourenço, considerado um dos seus melhores romances.
Foi um dos fundadores da Associação dos Homens de Letras e sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Quando morreu, aos 46 anos, a 18 de agosto de 1888, vivia na pobreza, no Rio de Janeiro.
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