Frédéric Bastiat

Escritor, economista e legislador francês, Claude Frédéric Bastiat nasceu a 19 de junho de 1801, em Bayonne, perto da fronteira pirenaica com a Espanha. O pai, comerciante proeminente na pequena cidade, mudou-se com a família para um lugarejo mais a Norte quando a mãe de Frédéric faleceu, em 1808. O próprio pai morreu em 1810, pelo que o jovem Frédéric foi entregue aos cuidados de uma tia.
Frequentou a escola em Bayonne, mas a reputação da instituição fez com o mudassem para Saint-Sever. Ingressou depois na universidade beneditina de Sorèze, sem no entanto conseguir concluir os seus estudos. Passou então a trabalhar no negócio do tio em Bayonne, tomando um interesse particular nas formalidades comerciais.
Iniciando leituras de Economia Política, descobrindo autores como Adam Smith e Jean-Baptiste Say, começou a pensar em retomar os seus estudos universitários, projeto que não se revelou possível porque o seu avô o chamou para junto de si na propriedade familiar. Falecendo no ano seguinte, deixou a Bastiat os seus bens e fortuna. Tentou implantar reformas agrárias na região, que não foram adotadas até encontrar Felix Coudroy, o único vizinho que se predispôs a tentar a experiência, e que se viria a tornar seu grande amigo.
Publicou o seu primeiro artigo em abril de 1834, uma petição solicitando a abolição de impostos sobre os produtos agrícolas. Dez anos mais tarde enviou um artigo com o mesmo tema ao periódico económico mais prestigiado da França, o Journal des Economistes, que o publicou, tornando-o assim o mais persuasivo argumento do liberalismo económico da Europa da época.
Ganhando fama internacional, Bastiat associou-se ao inglês Richard Cobden, um dos maiores anti-protecionistas do seu país e presidente da liga instituída nas Ilhas Britânicas contra a manutenção da lei de taxação do milho. Inspirado por Cobden, decidiu formar uma associação semelhante, e do seu esforço surgiu a Associação Francesa de Comércio Livre, que viria a desempenhar, dez anos após a sua morte, um papel fundamental na abolição da maior parte dos entraves às trocas comerciais.
Passou a editar um jornal pertença da associação, o Le Libre Exchange, no qual foi propagando as suas ideias, que acabou por reunir no volume Sophismes Economiques, obra imediatamente traduzida para as principais línguas europeias. A sua obra seguinte, Harmonies Economiques, procurava contrariar a obra recém-publicada de Karl Marx, Das Kapital, afirmando que a função principal do Estado deveria ser o zelo pela segurança dos cidadãos.
Bastiat contribuiu grandemente para a formação da Teoria do Valor Subjetivo, e para o desenvolvimento da chamada Teoria do Capital dos economistas austríacos, ambas dependendo da noção de que o Estado não produz riqueza, retirando portanto os meios indispensáveis ao seu funcionamento a quem realmente a produz.
Faleceu em 1850.
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