Frederico de Freitas

Compositor português, nascido a 15 de novembro de 1902, em Lisboa, e falecido a 12 de janeiro de 1980. Estudou no Conservatório de Lisboa e uma das suas primeiras obras foi o Poema sobre a écloga de Virgílio, para orquestra de cordas. Em 1923 compôs o Noturno, inspirado num soneto de Antero de Quental, e uma Sonata para violino e violoncelo. Em 1926, ganhou o prémio Nacional de Composição e o prémio Carlos Seixas, e em 1935 o prémio Domingos Bomtempo. Foi um compositor prolífico, tendo-se inspirado nas mais variadas vertentes da música, como a popular (10 Canções Galegas), a religiosa (Sonata de Igreja (para festejar a Noite de Natal), Missa Solene, As Sete Palavras de Nossa Senhora, Missa Regina Mundi), bandas sonoras para filmes (A Severa, de Leitão de Barros) e bailado (Ribatejo, Lenda dos Bailarins, Nazaré, Farsa de Inês Pereira, Dança da Menina Tonta, Muro do Derrete, Imagens da Terra e do Mar). Outras obras da sua autoria são O Livro de Maria Frederica, D. João e as Sombras, A Igreja do Mar, sonatas para várias formações instrumentais, Tríptico Vicentino e a orquestração da Chaconne de J. S. Bach (partita em Ré menor). Compôs obras por encomenda para o Gabinete de Estudos Musicais, foi autor de estudos de musicologia (publicados na revista Panorama, entre outros), professor de música, diretor de orquestra (Rádio Nacional e outras do Brasil, Holanda, Itália, Suíça, França, Espanha e Bélgica) e criador da Sociedade Coral de Lisboa, em 1940.
Como referenciar: Frederico de Freitas in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-23 22:25:28]. Disponível na Internet: