Frei Jorge Coutinho

Personagem da obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, Frei Jorge Coutinho é filho de Lopo de Sousa Coutinho e irmão de Manuel de Sousa.
Amigo e confidente, Frei Jorge ouve a confissão angustiada de D. Madalena de que ainda em vida de D. João de Portugal amou Manuel de Sousa, apesar de guardar fidelidade ao marido. Ouve seu irmão confessar-lhe sentimentos íntimos. Sofre com a debilidade física de Maria. Prudente e sensato, dá a sua opinião e aconselha as outras personagens nos momentos de decisões difíceis.
Frei Jorge, enquanto figura mediadora e apaziguadora nas situações de maior tensão, assegura a Madalena o regresso de Manuel de Sousa Coutinho antes do anoitecer, acalmando-a um pouco. Depois do incêndio, trouxe ânimo às personagens "com muitas palavras de consolação e de esperança em Deus". Tal como Telmo, desempenha o papel próprio do coro da tragédia clássica. Mas Frei Jorge contribui ainda para que os acontecimentos trágicos sejam suavizados por uma perspetiva cristã.
A personagem assume também um papel importante na intensificação do conflito dramático ao ser o portador da notícia de que os governadores pretendem ocupar o palácio de Manuel de Sousa Coutinho. Mais tarde, vai ter um papel fulcral na identificação do Romeiro, que na sua presença indicará o quadro de D. João de Portugal.
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