Frei José de Santa Rita Durão

Poeta e religioso brasileiro, José de Santa Rita Durão, nascido em 1722, em Cata Preta, Minas Gerais, no Brasil, e falecido a 24 de janeiro de 1784, em Lisboa, Portugal, tornou-se conhecido pela sua obra épica Caramuru.
Estudou no Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro até aos dez anos, partindo depois para Portugal. Uns tempos mais tarde, acabou por ir estudar para a Universidade de Coimbra, onde se doutorou em Filosofia e Teologia. Posteriormente, acabou por se tornar docente na universidade, com uma cátedra de Teologia.
Entretanto, entrou na Ordem de Santo Agostinho e tornou-se padre agostiniano. Quando o Marquês de Pombal estava no poder em Portugal, Frei José de Santa Rita Durão foi perseguido pelo regime e teve de abandonar o país. Mudou-se para Roma, em Itália, onde foi bibliotecário durante mais de vinte anos, tendo ainda vivido, posteriormente, em Espanha e na França. Regressou a Portugal quando o Marquês do Pombal deixou a governação do país.
Em Portugal, a sua principal atividade foi a escrita do seu poema épico Caramuru, que viria a ser publicado em 1781, com o subtítulo Poema Épico do Descobrimento da Bahia. Trata-se de uma obra escrita ao estilo de Luís de Camões que tem por tema principal os nativos do Brasil, embora também refira a flora e da fauna do Brasil. A obra relata as aventuras de Diogo Álvares Correia, o Caramuru. Pelo conteúdo da obra, Frei José de Santa Rita Durão foi considerado um dos percursores do nativismo no Brasil. Caramuru é um poema épico de dez cantos de versos decassílabos de estrofes fixas e formado por oitavas rimadas.
As críticas de especialistas e público da época a esta obra foram bastante negativas, levando o poeta a destruir o que restava da sua obra poética. Restou apenas uma obra já de 1778, Pro anmia studiorum instauratione oratio.
Frei José de Santa Rita Durão viria a morrer cerca de três anos depois da publicação de Caramuru, a 24 de janeiro de 1784, em Lisboa.
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