Frigg

Na mitologia escandinava, era mulher (apesar de Jord também o ter sido) do todo-poderoso Odin. Também teve o nome de Frea (na Lombardia) e Frija, na região da Alemanha, o que provocou confusões com a deusa Freya (havendo contudo a hipótese de terem sido a mesma). Era filha da terra, Fjörgyn ou Jord, e segundo algumas lendas as suas lágrimas eram de ouro.
O seu nome significa senhora, sendo representada por vezes com um vestido de falcão (que alude a uma das suas grandes capacidades, a de mudar de forma).
Apesar de saber o futuro dos homens e dos deuses, nunca o revelava. Assim, ela (ou a sua mensageira, Gna, no cavalo Hofvarpnir) percorreu o mundo com o intuito de fazer todas as criaturas jurar que nada fariam ao seu filho Balder, pois sabia que ele ia ser morto. Esqueceu-se no entanto de uma insignificante planta, o agárico. Foi então que Loki fez uma fina vara desta madeira e incitou Hod, irmão de Balder, a arremessá-lo contra este. O inocente Hod, que era cego, atirou a vara e matou Balder. Era igualmente a deusa da vida entre cônjuges, da fertilidade e da maternidade, tendo grandes poderes insuspeitos.
Dizia-se que tinha relações extra-conjugais com Ve e Vili, irmãos do marido, sendo a sua sala no Asgard denominada Fensalir ou Paredes de Água.
O seu nome pode ter originado a Sexta-Feira (dia de Vénus, paralelo latino da deusa), Friday ou Frige daeg.
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