Gargântua e Pantagruel

Obra-prima de François Rabelais, propõe o entretenimento dos leitores cultos através da folia e do exagero da época. O primeiro livro da obra (Gargântua) contém a narrativa do nascimento de Gargântua, filho de Grandgonicer e de Gargamelle, da sua infância e educação, da sua vinda para Paris, da sua guerra contra Picrochole. Vencedor deste último, constrói a abadia de Thélemé, que representa uma reação contra o excesso do rigorismo do ideal da Idade Média. A primeira educação de Gargântua é a mesma que Rabelais recebeu na infância. O segundo livro, Pantagruel, compreende os relatos relativos ao nascimento, educação e guerras de Pantagruel, filho de Gargântua. Entra em cena uma nova personagem, Panurgo, uma espécie de boémio que encanta Pantagruel e que se torna seu companheiro. No terceiro livro, Panurgo pede a Pantagruel conselho sobre se deverá ou não casar-se. A partir desta altura este passa a ser o problema do livro. Para encontrar solução dirige-se a várias personagens e ao oráculo da dive Bouteille, que reside no Catai, país situado a norte da Índia. O problema de saber se Panurgo deve ou não casar-se leva ao recurso a várias doutrinas e, por consequência, ao ceticismo e, por fim, à tolerância.
Esta obra é uma sátira escolástica e engloba frades, a Corte de Roma, os reis, a magistratura e a justiça.
Como referenciar: Gargântua e Pantagruel in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-19 04:13:26]. Disponível na Internet: