Gary Kildall

Cientista norte-americano, Gary Kildall nasceu a 19 de maio de 1942, na cidade de Seattle, Washington. Após tirar um bacharelato em matemática pela Universidade de Washington, Kildall ensinou programação de computadores na U.S. Naval Postgraduate School, da marinha americana. Voltou à Universidade de Washington para tirar um mestrado em computação, e aí continuou os estudos até se doutorar em ciências computacionais, em 1972.
Em 1973 foi contratado pela Intel Corporation, e apercebeu-se da necessidade de criação de um programa que pudesse aceitar e interpretar comandos do utilizador para controlar o armazenamento e recuperação de informação em disquetes.
Criou então um sistema operativo básico que ocupava menos de 4 KB de memória, e chamou-lhe CP/M, iniciais de Control Program/Monitor, nome mais tarde ajustado para Control Program/Microprocessor. Na altura, a Intel Corporation não viu nenhuma utilidade prática no programa de Kildall, pelo que lhe cedeu todos os direitos sobre o CP/M.
Gary Kildall começou então a vender o programa, através de anúncios colocados em revistas de computadores e de informática, até que, em 1974, em parceria com a esposa, Dorothy McEwen, formou uma empresa chamada Intergalactic Digital Research. Pouco tempo depois, o nome da empresa foi alterado para Digital Research Intergalactic e, finalmente, para Digital Research, Inc.
Entretanto, o CP/M ganhava cada vez mais adeptos junto dos utilizadores de computadores pessoais e as vendas aumentavam de dia para dia, pelo que, em 1977, Kildall resignou ao cargo de professor que ainda mantinha na escola naval para se dedicar a tempo inteiro ao seu negócio.
Nos anos que se seguiram, o CP/M passou a ser usado na quase totalidade dos computadores pessoais existentes, levando a Digital Research a atingir um recorde de vendas de 5,4 milhões de dólares em 1981.
No ano anterior, a IBM tinha desenvolvido a sua primeira linha de computadores pessoais, e ainda não tinha decidido que sistema operativo usar; são várias e bem diferentes as histórias que se contam a propósito da decisão da IBM, mas o facto é que a companhia optou por escolher o sistema operativo produzido por uma (então) pequena companhia, conhecida por Microsoft.
Embora no início a IBM vendesse computadores equipados quer com o CP/M, quer com o MS-DOS (Microsoft Disk Operating System), o segundo, menos dispendioso e mais fácil de utilizar, ganhou rapidamente a preferência do mercado.
Assim, embora a Digital Research continuasse a promover o CP/M, chegando mesmo a atingir um novo recorde de vendas na ordem dos 44,6 milhões de dólares em 1983, estava já a perder terreno para o MS-DOS da Microsoft. Quando a companhia Lotus criou a folha de cálculo Lotus 1-2-3 apenas para uma plataforma de MS-DOS, o CP/M perdeu o apoio que lhe restava junto de programadores, vendedores de hardware e consumidores.
Em 1975, enquanto presidente da Digital Research, Gary Kildall fundou uma nova empresa, a Knowledge-Set, dedicada ao armazenamento de aplicações em CD-ROM, sendo que um dos seus primeiros projetos foi o lançamento da enciclopédia Grolier's em CD.
No entanto, Kildall vendeu a maior parte das suas ações desta empresa e em 1991 acabou por vender a Digital Research à empresa Novell. Mudou-se de Silicon Valley, na Califórnia, onde então residia, para a pequena cidade de Austin, no estado do Texas. Aí, Kildall passou a liderar e financiar várias ações de apoio a crianças vítimas de Sida, até à data da sua inesperada morte em 1994.
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