George Romero

Realizador e argumentista norte-americano, George Andrew Romero nasceu a 4 de fevereiro de 1940 em Nova Iorque. Começou aos 14 anos a fazer filmes com uma câmara de 8 mm. Depois de algumas curtas-metragens e anúncios publicitários, realizou, montou e escreveu em 1968 a sua primeira (e histórica) longa-metragem: Night of the Living Dead (A Noite dos Mortos Vivos). Filmado a preto e branco, com um aspeto cru e assustador, o filme tornou-se um dos marcos do cinema de terror, influenciando muito do cinema deste género que se lhe seguiu, para além de ter feito também uma crítica social acutilante. Fez de seguida outros filmes de baixo orçamento, como The Crazies (Guerra ao Vírus da Loucura, 1973). Em 1978, realizou Martin, uma tocante história sobre um rapaz tímido que está convencido de que é um vampiro, que marcou também o início da sua colaboração com Tom Savini, um espantoso caracterizador que viria a conceber muitos dos efeitos sangrentos dos seus filmes posteriores. Ainda em 1978, realizou Dawn of the Dead, uma espécie de sequela semi-cómica do seu primeiro filme, desta vez passado num centro comercial suburbano, fazendo uma crítica ao consumismo ao mesmo tempo que era um filme de ação apocalíptico repleto de zombies. Em 1981, suspendeu um pouco o horror com Knightriders (Os Cavaleiros da Lenda), uma interessante recriação da lenda do Rei Artur, com Ed Harris, seguindo-se Creepshow (1982), um filme de terror mais comercial com argumento de Stephen King.
Em 1984, criou a série televisiva Tales From the Darkside, um excelente exemplo do fantástico de qualidade na TV. Em 1985, realizou mais um filme de zombies, o claustrofóbico e sangrento Day of the Dead, seguindo-se o thriller psicológico Monkey Shines (Atração Diabólica, 1988), vencedor do Fantasporto em 1988. Em 1990, realizou em parceria com o italiano Dário Argento Two Evil Eyes, tendo cada um deles escrito e realizado uma história inspirada em Edgar Allan Poe. Seguiram-se The Dark Half (A Face Oculta, 1993), adaptando uma história de Stephen King, com Timothy Hutton a interpretar um papel duplo; Bruiser (2000), sobre um homem que um dia acorda com a cara transformada numa máscara; e Land of the Dead (Terra dos Mortos, 2005), mais um regresso à temática dos mortos-vivos e mais uma vez uma conseguida metáfora sociopolítica.
Apesar de se ter mantido por opção quase sempre no domínio do cinema independente e de baixo orçamento, George Romero influenciou de forma decisiva realizadores de primeira linha como John Carpenter ou Brian De Palma.
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