Georges Bataille
Escritor e homem de letras francês nascido a 10 de setembro de 1897, em Billon, no centro do País. O pai havia contraído sífilis, doença sexualmente transmissível que o levou a uma dolorosa agonia, à cegueira e, em 1915, à morte. Desesperada pela invalidez do marido, e pela prova irrefutável da sua infidelidade, a mãe tentou pôr fim à sua própria vida por diversas vezes, embora sem resultado.
Como havia deflagrado a Primeira Grande Guerra, Georges Bataille foi mobilizado para o serviço militar pouco tempo depois de ter atingido os dezoito anos de idade, em 1916. Contraiu o bacilo da tuberculose, facto que, embora o tivesse livrado da mortandade da frente de combate, onde experimentara um forte sentimento religioso, o deixou enfermiço e depressivo para o resto da vida. Procurou então seguir o chamamento religioso e, alimentando o intuito de vir a tornar-se sacerdote, deu entrada no Seminário de Saint-Fleur. Chegando a partir em retiro espiritual para uma congregação beneditina na Ilha de Wright, acabou por desistir e regressar à mundaneidade de Paris.
Matriculou-se na Escola de Chartres em 1919 e aí obteve o seu diploma três anos depois, graças sobretudo a uma tese dedicada à poesia medieval. Durante esta época tomou contacto com o movimento surrealista, em particular com o seu mentor André Breton.
Em 1922 foi convidado para lecionar numa universidade espanhola, onde permaneceu durante um breve período de tempo. Em Paris submeteu-se a uma série de sessões de psicanálise, que tiveram o mérito de lhe fazer descobrir a escrita como um excelente meio de catarse para as suas obsessões. Foi também nesse ano nomeado bibliotecário da prestigiada Biliothèque Nationale. Não obstante a sua aparente idoneidade, Georges Bataille viveu uma vida secreta, impregnada de deboche e dissolução. Frequentador assíduo dos bordéis da cidade de Paris, acabou por não conseguiur dissimular os seus maus hábitos, o que lhe veio mais tarde a causar problemas.
Decidiu pois empreender um esforço literário, não só procurando colaborar ativamente com um grande número de publicações periódicas, como dando ao prelo o seu primeiro livro, Histoire de l'œil (1928, História do Olho). Publicado com o pseudónimo de 'Lord Auch', o romance contava a história de um jovem casal que, em busca do êxtase absoluto, se isola do mundo e permanece impassível nas suas relações com o mundo exterior. A obra foi mais tarde considerada como um clássico da literatura erótica, e influenciou muitos outros artistas, nomeadamente o realizador japonês Nagisa Oshima e cantora islandesa Björk.
Em 1944 foi forçado a demitir-se do seu cargo como bibliotecário, já que as suas saídas noturnas lhe reavivaram a tuberculose e, depois de ter publicado Le Bleu du Ciel (1945, O azul do Céu), passou a desempenhar funções homólogas, primeiro em Carpentras, entre 1949 e 1951, e logo a seguir em Orléans.
No ano de 1961 pôde alegrar-se com a generosidade de amigos como Pablo Picasso, Juan Miró e Max Ernst que, presenciando as dificuldades financeiras do escritor, decidiram ajudá-lo, procedendo ao leilão de algumas da suas próprias obras. Recompensou-os ao publicar nesse mesmo ano, um dos seus melhores trabalhos, Les Larmes d'Éros (1961, As lágrimas de Eros).
Georges Bataille faleceu em Paris a 8 de julho de 1962.
Como havia deflagrado a Primeira Grande Guerra, Georges Bataille foi mobilizado para o serviço militar pouco tempo depois de ter atingido os dezoito anos de idade, em 1916. Contraiu o bacilo da tuberculose, facto que, embora o tivesse livrado da mortandade da frente de combate, onde experimentara um forte sentimento religioso, o deixou enfermiço e depressivo para o resto da vida. Procurou então seguir o chamamento religioso e, alimentando o intuito de vir a tornar-se sacerdote, deu entrada no Seminário de Saint-Fleur. Chegando a partir em retiro espiritual para uma congregação beneditina na Ilha de Wright, acabou por desistir e regressar à mundaneidade de Paris.
Matriculou-se na Escola de Chartres em 1919 e aí obteve o seu diploma três anos depois, graças sobretudo a uma tese dedicada à poesia medieval. Durante esta época tomou contacto com o movimento surrealista, em particular com o seu mentor André Breton.
Decidiu pois empreender um esforço literário, não só procurando colaborar ativamente com um grande número de publicações periódicas, como dando ao prelo o seu primeiro livro, Histoire de l'œil (1928, História do Olho). Publicado com o pseudónimo de 'Lord Auch', o romance contava a história de um jovem casal que, em busca do êxtase absoluto, se isola do mundo e permanece impassível nas suas relações com o mundo exterior. A obra foi mais tarde considerada como um clássico da literatura erótica, e influenciou muitos outros artistas, nomeadamente o realizador japonês Nagisa Oshima e cantora islandesa Björk.
Em 1944 foi forçado a demitir-se do seu cargo como bibliotecário, já que as suas saídas noturnas lhe reavivaram a tuberculose e, depois de ter publicado Le Bleu du Ciel (1945, O azul do Céu), passou a desempenhar funções homólogas, primeiro em Carpentras, entre 1949 e 1951, e logo a seguir em Orléans.
No ano de 1961 pôde alegrar-se com a generosidade de amigos como Pablo Picasso, Juan Miró e Max Ernst que, presenciando as dificuldades financeiras do escritor, decidiram ajudá-lo, procedendo ao leilão de algumas da suas próprias obras. Recompensou-os ao publicar nesse mesmo ano, um dos seus melhores trabalhos, Les Larmes d'Éros (1961, As lágrimas de Eros).
Georges Bataille faleceu em Paris a 8 de julho de 1962.
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Como referenciar
Georges Bataille na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$georges-bataille [visualizado em 2026-06-04 19:55:15].
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