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Georges Méliès
Realizador e ator, de seu nome completo Marie Georges Jean Méliès, nasceu a 8 de dezembro de 1861, em Paris, onde morreu a 21 de janeiro de 1938. Méliès é considerado o pai do cinema fantástico ou de ficção. Chaplin chamou-lhe "alquimista da luz" e D. W. Griffith disse dever-lhe tudo o que sabia. Filho de um fabricante de sapatos e mágico profissional, a sua vida mudou quando viu as primeiras imagens, em 1895, exibidas pelo Cinematógrafo dos Irmãos Lumière. Dono de um teatro, lembrou-se de criar efeitos com imagens e passado um ano já filmava e projetava os seus próprios trabalhos que tinham como fator absolutamente único a invenção de efeitos especiais que transpunham para o cinema o seu imaginário de mágico. Dado que os Irmãos Lumière não lhe vendiam equipamentos com medo da concorrência, construiu ele mesmo os seus, bem como o estúdio onde começou por pequenos truques e onde depois desenvolveu técnicas mais elaboradas. Algumas das suas descobertas foram acidentais, como a câmara estragada que lhe mostrou a possibilidade de jogar com os lapsos de tempo, tendo sido o primeiro a usar as técnicas de fade in, fade out e dissolve, introduzindo a narrativa no cinema. De 1895 a 1910, Georges Méliès realizou 532 curtas-metragens, entre as quais Le Voyage dans la Lune (Viagem à Lua, 1902), cuja imagem da lua com um foguetão no olho ficou como um "ex-libris" na História do cinema e que lhe rendeu uma fortuna. Habituado a trabalhar em palco, não conseguiu acompanhar a evolução do cinema em exteriores e, em 1911, deixou de produzir filmes. Falido no princípio dos anos 20, o governo francês deu-lhe um apartamento onde passou os seus últimos anos de vida e foi agraciado com a Legião de Honra em 1931.
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