Georgios A. Papandreou

Político grego, nascido a 26 de junho de 1952, em St. Paul, no Minnesota, nos Estados Unidos da América, é filho de Andreas Papandreou e neto de Georgios Papandreou, ambos antigos primeiros-ministros da Grécia.
Georgios Papandreou passou a infância entre os Estados Unidos e o Canadá, até que aos onze anos foi para a Grécia. Em 1967 o seu pai foi detido pelo regime militar ditatorial que governava a Grécia, mas devido à pressão internacional foi libertado após oito meses de cativeiro. A família Papandreou teve de voltar a sair do país, desta vez para a Suécia.
Mais tarde, George regressou aos Estados Unidos, onde se licenciou em Sociologia na Universidade de Amherst, no Massachusetts. Depois retornou à Grécia para cumprir o serviço militar, após o que se mudou para Inglaterra para fazer um doutoramento em Sociologia, em Londres. De novo na Suécia lutou pela promoção dos Direitos Humanos e pela educação para adultos, juntamente com o amigo Olof Palme, que viria a ser primeiro-ministro sueco. Em 1975, na Grécia, entretanto liberta do regime militar, ingressou no partido socialista (PASOK), fundado pelo seu avô. Seis anos mais tarde, foi eleito deputado do parlamento grego.
Em 1985 foi escolhido para o seu primeiro cargo governativo, secretário de Estado da Cultura, tendo sido responsável por assuntos como a diáspora grega e a educação. Em 1988 alcançou a promoção a ministro da Educação e Religião, cargo que desempenhou até ao ano seguinte e, mais tarde, entre 1994 e 1996. Entretanto foi ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros. Entre 1996 e 1999 assumiu o cargo de ministro substituto dos Negócios Estrangeiros, período durante o qual dirigiu a candidatura da Grécia à organização dos Jogos Olímpicos de 2004, que viria a conquistar. Em 1999 tornou-se ministro dos Negócios Estrangeiros.
Em fevereiro 2004 Papandreou foi eleito presidente do PASOK, mas perdeu as eleições legislativas. No ano seguinte, por indicação do português António Guterres, assumiu a liderança da Internacional Socialista.
Ao longo da sua carreira, Georgios A. Papandreou recebeu diversas distinções, como o prémio da associação SOS Racism de 1996, pelo seu trabalho contra o racismo e a xenofobia, e a Grande Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal, em 2002.
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