Gérard Depardieu

Ator francês, nascido em 27 de dezembro de 1948, em Châteauroux. Nasceu no seio duma família extremamente humilde. Os seus tempos de adolescência foram bastante conturbados, tendo sido um delinquente juvenil, assaltando carros. Por influência dum amigo, foi convencido a ter aulas de interpretação e, com 15 anos, partiu para Paris, inscrevendo-se no Theatre National Populaire. Findo o curso, iniciou uma regular atividade teatral, ao mesmo tempo que se estreia no cinema com a curta-metragem Le Beatnik et le Minet (1967). Após alguns trabalhos televisivos, Dépardieu ganhará projeção com Les Valseuses (As Bailarinas, 1974), de Bertrand Blier, num papel algo autobiográfico dum jovem criminoso. Gradualmente, tornou-se numa das primeiras figuras do cinema francês, algo inusitado para um ator que fugia aos cânones definidos para o típico galã. Assim, após ter protagonizado juntamente com Robert de Niro o épico 1900 (1976), de Bernardo Bertolucci, liderou alguns dos títulos mais bem sucedidos do cinema francês dos anos 70 e 80, como Barocco (1976), Mon Oncle d' Amérique (O Meu Tio da América, 1980), Loulou (1980), Le Dernier Métro (O Último Metro, 1980), Le Choix des Armes (A Escolha das Armas, 1981), Danton (1983), Les Compères (Os Compadres,1983), Jean de Florette (1986), Sous le Soleil de Satan (Ao Sol de Satanás, 1988) e Camille Claudel (A Paixão de Camille Claudel, 1988), tendo, neste último, surpreendido os cinéfilos com a sua vigorosa recriação de Auguste Rodin. Em 1990, as portas duma carreira internacional abriram-se finalmente a Dépardieu por aquela que unanimemente é reconhecida como a maior interpretação da sua carreira, a do poeta espadachim de nariz grande e palavras fluentes em Cyrano de Bergerac (1990). Considerado como o grande favorito na Noite dos Óscares, teria vencido o galardão, caso nos dias anteriores não tivessem surgidos nos tabloides americanos notícias de que Dépardieu teria sido preso por violação na sua juventude. Assim sendo, o Óscar para Melhor Ator Principal foi atribuído a Jeremy Irons. A carreira de Dépardieu em Hollywood não foi a mais frutífera, muito devido às dificuldades do ator em falar fluentemente a língua inglesa. Ainda assim, participou em Green Card (Casamento Por Conveniência, 1990), recriou Cristóvão Colombo, em 1492: Conquest of Paradise (1492: Cristóvão Colombo, 1992), foi Reynaldo, em Hamlet (1996), e um envelhecido Porthos, em The Man in the Iron Mask (O Homem da Máscara de Ferro, 1998). Produziu e interpretou algumas séries televisivas de luxo como Le Comte de Monte Cristo (O Conde de Monte Cristo, 1998), onde fez par romântico com Ornella Muti, Les Misérables (Os Miseráveis, 2000), com John Malkovich no papel de Javert, e Napoléon (Napoleão, 2002), com Christian Clavier no papel principal. Protagonizou um dos êxitos comerciais mais recentes do cinema francês: Vidocq (2001). Mas as gerações mais novas associam-no a Obélix, personagem que desempenhou em dois filmes: Astérix et Obélix Contre César (Astérix e Obélix Contra César, 1999) e Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre (Astérix e Obélix: Missão Cleópatra, 2002).
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