Ginestal Machado

Político, jurista e professor português, António Ginestal Machado nasceu em 1874, em Almeida, vindo a falecer a 28 de junho de 1940, na cidade de Santarém. Iminente político republicano português, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, dedicou-se primeiramente ao ensino liceal. Veio a dedicar-se desde cedo à atividade política, aderindo ao Partido Unionista, dirigido por Brito Camacho, seu grande amigo e por quem nutria especial admiração. Com o afastamento daquele da cena política e partidária, Ginestal Machado tornou-se num dos mais respeitados dirigentes dos unionistas, sendo conhecido pela sua atuação moderada.
Nessa qualidade de dirigente, foi um dos artífices da criação do Partido Liberal, uma fusão política dos unionistas e dos evolucionistas. Posteriormente, o novo partido viria a designar-se de Nacionalista, acolhendo o influente político Álvaro de Castro e o seu grupo de seguidores.
Homem de requintada postura e de grande elegância na palavra e na ação, atributos que o tornaram célebre no mundo político português do seu tempo, este deputado ascendeu à carreira ministerial como titular da pasta da Instrução, cargo que ocupou entre 24 de maio de 1921 e 26 de agosto do mesmo ano. Em 1923, entre 15 de novembro e 18 de dezembro, pouco mais de um mês, foi Ginestal Machado chefe de um governo apoiado numa minoria parlamentar. Dele fazia parte o marechal Óscar Carmona, futuro Presidente da República (1926-28 e 1928-51). Ginestal Machado, durante a sua chefia do governo, ainda tentou aproveitar uma tentativa de revolta para forçar Teixeira Gomes, então Presidente da República (1923-35), a dissolver o Parlamento, intento que não conseguiu e que o obrigou a demitir-se.
Em 28 de maio de 1926 dá-se a revolução. Ginestal, todavia, apesar de ainda ser um político com um grande futuro pela frente, retira-se da política, onde considerava já não dever estar perante o rumo turbulento e extremista que estava a tomar. Dedica-se, a partir de então, ao cargo de comissário representante do governo junto dos Caminhos de Ferro Portugueses. Foi também, na parte final da sua vida ativa, professor do liceu de Santarém, de que ainda foi reitor.
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