Giulio Andreotti

Político italiano nascido a 14 de janeiro de 1919, em Roma. Líder do Partido Democrata-Cristão italiano, foi primeiro-ministro nos períodos de 1972-1973, 1976-1979 e 1989-1992.
Iniciou a carreira política em 1946 como deputado, embora fosse dirigente da Democracia Cristã desde 1944. Antes, era jornalista de profissão, tendo sido cofundador do Popolo, o jornal do seu partido. Foi colaborador de De Gasperi, passando por todos os seus governos com as mais variadas funções. Em 1954, foi ministro do Interior; em 1955, das Finanças; em 1966, fez parte do terceiro governo de Aldo Moro; entre fevereiro de 1972 e junho do ano seguinte presidiu a um governo democrata-cristão, com o apoio dos partidos de centro; em junho de 1976, após as eleições gerais, assumiu o poder com um gabinete democrata-cristão minoritário, que só pôde governar devido à abstenção do grupo parlamentar comunista. Em 1978, Andreotti formou governo com o Partido Comunista, dispondo assim de uma maioria absoluta parlamentar. No ano seguinte, o gabinete de coligação chegou ao fim devido à polémica adesão da Itália ao sistema monetário europeu, à qual os comunistas se opunham. A forte oposição dos socialistas impediria Andreotti de cumprir à risca o seu programa de luta contra a inflação.
Em 1983 assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e em 1989 formou um governo de coligação, sucedendo a Ciriaco de Mita. Até ao ano da sua demissão, em 1992, conduziu governos de centro-direita, centro-esquerda e de unidade nacional. No que diz respeito à política externa, mostrou-se tendenciosamente pró-árabe, mas também atlantista.
Em 1993, para além de vários escândalos políticos, a Justiça acusou Andreotti de delitos com ligação à Mafia e a esquemas de financiamento ilegal de partidos políticos. O seu julgamento teve inicio em 1995, mas Andreotti acabou por ser absolvido em 1999. É, atualmente, um dos senadores vitalícios da República de Itália.
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