Glicínia Quartim

Atriz portuguesa, Glicínia Vieira Quartim, nascida a 20 de dezembro de 1924 e falecida a 27 de abril de 2006, em Lisboa, destacou-se na representação teatral, tendo estado no ativo até aos 80 anos.
Formada em Biologia, foi na representação que fez carreira, especialmente no teatro. Estreou-se em palco em 1951 com a peça Roberto e Melisandra, com texto e encenação de Tomás Ribas e representada pelo Grupo de Teatro Experimental. No ano seguinte, iniciou-se também no teatro televisivo, através do Teatro Experimental de Lisboa, com a peça Guerras de Alecrim e Manjerona, de António José da Silva. Contudo, só em 1965 é que Glicínia Quartim se tornou atriz profissional, ao ingressar no Teatro Experimental do Porto. A sua estreia ocorreu em 1965 com Os Burossáurius, de Silvano Ambrogi, peça traduzida pela própria. Licina Quartim, que passou sucessivamente pelo Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II, Grupo de Ação Teatral, Casa da Comédia, Os Cómicos/Teatro da Trindade, Os Bonecreiros e Cornucópia, representou regularmente até aos oitenta anos.
Já no cinema, a sua estreia ocorreu em 1962 no filme D. Roberto, de Ernesto de Sousa. Trabalhou depois com realizadores como Jorge Silva Melo, João Botelho e Manoel de Oliveira.
A 20 de dezembro de 2004, quando festejou oitenta anos, Glicínia Quartim foi distinguida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Antes já havia sido distinguida em 1966 com o Prémio Revelação da Casa da Imprensa, pela interpretação na peça Maluquinha de Arroios, e em 1972 com o Prémio da Crítica, pela peça As Criadas.
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