Golpe de Estado de 1662

Em junho de 1662 dá-se um golpe de Estado palaciano que termina com a regência de D. Luísa de Gusmão, mulher de D. Afonso IV, e a entrega do governo a D. Afonso VI, seu filho.
D. Luís de Vasconcelos e Sousa, terceiro conde de Castelo Melhor, foi o verdadeiro impulsionador deste golpe, que afastou a rainha da vida pública, apoiado por um grupo de jovens da corte como o Conde da Atouguia e Sebastião César de Meneses.
Na sequência do golpe de Estado, o conde de Castelo Melhor foi nomeado, por D. Afonso VI, Escrivão da Puridade, passando a ser o homem de confiança do rei e o verdadeiro governante do país. Sob a sua direção, foi melhorada a organização militar, alcançando-se grandes vitórias contra os espanhóis nas conhecidas campanhas da Guerra da Restauração.
A ação governativa do conde de Castelo Melhor revela bem a tendência centralizadora da Restauração pois que concentrava nas suas mãos toda a máquina da administração pública.
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