Golpe de Estado de 1667

O Golpe de Estado ocorrido em 1667 dá-se na sequência da incapacidade governativa de D. Afonso VI e da intervenção política do conde de Castelo Melhor. As forças opositoras têm à frente o duque do Cadaval e o infante D. Pedro, irmão do rei.
Os acontecimentos têm início ainda em 1666, quando o conde de Castelo Melhor se desloca a França com o intuito de negociar o casamento de Afonso VI com a princesa Maria Francisca de Nemours (Mlle D'Aumal) de forma a assegurar a descendência do trono português. Acabou também por assinar um tratado de aliança com a França, em 1667, que facilitaria as negociações com Espanha para por termo à guerra que se arrastava desde 1640.
Dois fatores precipitaram a realização do golpe. Em primeiro lugar o rei mostrou-se incapaz como marido, declarando a sua impotência, e como governante, pois comportava-se como um bandido, chegando a provocar graves distúrbios em conjunto com elementos dos estratos mais baixos da sociedade. Originou-se então um clima de conspiração contra o conde de Castelo Melhor, com os nobres a reclamarem os seus poderes.
Assim, o infante D. Pedro e o duque de Cadaval, ajudados pelo clero e pela pequena burguesia, levaram a cabo um golpe de Estado que resultou na demissão de Castelo Melhor e na prisão do rei. Os nobres alcançam o seu antigo poder. D. Pedro assume o poder e casa com a princesa Maria Francisca de Nemours, depois de anulado o casamento com D. Afonso VI.
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