Gomes de Amorim

Escritor português, nascido a 13 de agosto de 1827, em A-Ver-o-Mar, Póvoa de Varzim,numa família de pequenos lavradores do Douro Litoral, e falecido a 4 de novembro de 1891, em Lisboa. Emigra para o Brasil com apenas dez anos, aliciado por engajadores. Aí conhece uma existência aventureira, trabalhando primeiro como caixeiro e depois como roceiro na selva amazónica. Autodidata, depois de ler o poema Camões, de Almeida Garrett, escreve ao escritor, exprimindo-lhe a sua admiração, e este decide apadrinhá-lo e promover o seu regresso a Portugal, que acontece em 1846. Gomes de Amorim passa de operário a conservador de museu e inicia a sua atividade literária, colaborando em vários periódicos, como O Panorama (1837-1868) e a Revista Universal Lisbonense (1841-1859), e publicando, em 1858, o primeiro volume de poesias, Cantos Matutinos. Poeta, dramaturgo, romancista, é certamente muito marcado pela obra de Garrett, acrescentando à sua influência um tom exótico e original, produto dos anos passados no Brasil. Das suas obras destacam-se Fígados de Tigre, comédia onde parodia o melodramatismo ultrarromântico, e os três volumes das Memórias Biográficas de Almeida Garrett, onde oferece um interessante testemunho sobre a vida e a época contemporânea do fundador do romantismo português.
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