Gonçalves de Magalhães

Escritor e diplomata brasileiro, Domingos José Gonçalves de Magalhães nasceu a 13 de agosto de 1811, no Rio de Janeiro, no Brasil.
Em 1828, matriculou-se no Colégio Médico-Cirúrgico da Santa Casa da Misericórdia, concluindo o curso de Medicina em 1832. Na mesma altura, frequentou as aulas de Filosofia de Monte Alverne, de quem se tornou amigo, no Seminário Episcopal de São José.
Em 1833, partiu para a Europa com o objetivo de aprofundar o seus conhecimentos em Medicina e, após uma viagem pelos países europeus, Gonçalves de Magalhães estabeleceu-se em Paris. Durante a sua estadia na capital francesa, o escritor fundou, em 1836, a revista Niterói: Revista Brasiliense, na qual os escritores manifestavam o desejo de reforma nacionalista na literatura brasileira. Em 1837, regressou ao Brasil, onde se dedicou ao teatro. No ano seguinte, foi nomeado professor de Filosofia do Colégio Pedro II, lugar que manteve por pouco tempo. Entre 1838 a 1846, foi secretário de Caxias no Maranhão e no Rio Grande do Sul. Em seguida, em 1847, iniciou a sua carreira de diplomata, durante a qual partiu para o Paraguai em missão especial, foi ministro na Áustria, nos Estado Unidos da América, na Argentina, na Santa Fé, e foi designado cônsul-geral e encarregado de negócios interinos nas Duas Sicílias, em Itália. Em 1876, recebeu o título de Visconde de Araguaia.
Gonçalves de Magalhães escreveu Suspiros Poéticos e Saudades (1836), as tragédias António José ou o Poeta e a Inquisição (1838) e Olgiato (1839), A Confederação dos Tamoios (1856), obra bastante criticada, Os Mistérios (1857), Fatos do Espírito Humano (1858), Urânia (1862), Cânticos Fúnebres (1864), o ensaio Opúsculos Históricos e Literários (1865), A Alma e o Cérebro (1876) e Comentários e Pensamentos (1880). Gonçalves de Magalhães, um dos escritores que marca a fase de transição entre o Arcadismo e o Romantismo, influenciado por escritores como Chateaubriand, Manzoni e Lamartini, aborda, na sua fase mais romântica, o desgosto da vida, a infância, a saudade, o amor impossível e a melancolia.
A 10 de julho de 1882, Gonçalves de Magalhães faleceu em Roma, em Itália. Por escolha de um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Carlos Magalhães de Azeredo, Gonçalves de Magalhães é patrono da cadeira n.º 9 dessa mesma academia.
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