Artigos de apoio

Graciela Iturbide
Fotógrafa mexicana nascida na Cidade do México, no México, em 1942.
Iturbide decidiu enveredar pela fotografia já depois de casada e mãe de três filhos.
Em 1970, e após a morte repentina da sua filha de 6 anos, Iturbide repensa as prioridades da sua vida. Algum tempo depois, começa a colaborar com o fotógrafo mexicano Manuel Alvarez Bravo, o que lhe permitiu observar o seu país de uma perspetiva que até então lhe passara despercebida.
Fotografa os indígenas um pouco por todo o país e começa a acreditar que as sociedades tradicionais são suficientemente fortes para resistirem à invasão do mundo moderno. Iturbide preocupa-se em captar as emoções dos habitantes indígenas nas pequenas aldeias do México, perante a necessidade de adaptação à mudança cultural e à modernização.
Quando viajou para a Europa, conheceu Henri Cartier Bresson, contacto que viria a influenciar o seu trabalho. Regressa ao México em 1978, onde funda o Conselho Mexicano de Fotografia.
As suas imagens mais clássicas apresentam um México em constante mudança entre o tradicional e o moderno. Mujer Ángel, onde se vê uma mulher indígena a caminhar pelo deserto Sonoran, Nuestra Señora de las Iguanas, onde uma comerciante de Júchitan enverga um vestido feito com iguanas vivas, são algumas das suas fotografias mais marcantes. Todo o trabalho de Iturbide revela uma grande paixão pelo México e pelas suas gentes.
Para além de se debruçar sobre os grupos indígenas, Iturbide também documentou momentos sociais turbulentos, desde manifestações a revoltas estudantis.
Desde os finais dos anos 70, Iturbide tem acompanhado os índios Zapotec de Juchitan nas suas atividades do dia a dia. O seu primeiro grande projeto foi um estudo sobre os índios Seri, do México do Norte, publicado em 1981.
Graciela Iturbide é considerada uma das melhores fotógrafas a preto e branco.

Como referenciar: Graciela Iturbide in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-10-17 01:20:37]. Disponível na Internet: